Aena assume gestão do Galeão até 2039

Aena assume a administração do Aeroporto Tom Jobim
A empresa espanhola Aena formalizou nesta terça-feira (6) o contrato de compra e venda de ações (SPA) referente ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, popularmente conhecido como Galeão. Com essa assinatura, a gestão do Galeão passa para responsabilidade da Aena, que operará o terminal carioca até 2039. A conquista representa um marco importante para a empresa no mercado aeroportuário brasileiro e reafirma seu compromisso com a ampliação de seus negócios no país.
O processo de aquisição foi resultado de um leilão de venda assistida realizado ao final de março, no qual a Aena apresentou o maior lance, ofertando R$ 2,9 bilhões pelo ativo. Essa transação consolida a posição da empresa no segmento de infraestrutura aeroportuária e abre novas perspectivas para o desenvolvimento do terminal carioca nos próximos anos.
Expansão da Aena no Brasil e alcance operacional
Com a incorporação do Galeão ao seu portfólio, a Aena passa a administrar um total de 18 aeroportos espalhados pelo território brasileiro, localizados em dez estados diferentes. O portfólio consolidado movimenta um volume superior a 63 milhões de passageiros anualmente, configurando a empresa como um dos principais operadores aeroportuários do país.
A presença da Aena no Brasil estende-se por sete anos, período durante o qual a empresa desenvolveu expertise e estrutura operacional robusta. A gestão do Galeão representa a oportunidade de expandir ainda mais essa atuação, fortalecendo a rede de aeroportos sob seu comando e ampliando sua influência no setor.
Estratégia operacional para o aeroporto carioca
A gestão do Galeão sob responsabilidade da Aena terá como pilares fundamentais a eficiência operacional, a qualificação da experiência ofertada aos passageiros, o desenvolvimento do segmento de transporte de cargas e a criação de valor para a região do Rio de Janeiro. A companhia busca transformar o terminal em um polo de excelência operacional dentro de sua rede global.
Maurici Lucena, presidente e CEO da Aena, ressaltou que a chegada ao Galeão fortalece significativamente a posição da empresa no mercado aeroportuário internacional. Segundo o executivo, o terminal carioca apresenta potencial considerável para ampliar as conexões de caráter nacional e internacional, beneficiando tanto a cidade do Rio quanto todo o Brasil.
Integração à rede global da Aena
O Galeão passa a fazer parte da rede internacional da Aena, que compreende 81 aeroportos distribuídos em cinco países. Essa integração oferece ao terminal carioca a oportunidade de acessar a escala operacional da empresa, sua experiência consolidada em gestão aeroportuária, e possibilita ampliar os canais de diálogo com companhias aéreas, parceiros comerciais e instâncias públicas.
A estratégia de coordenação com outros terminais administrados pela Aena é particularmente relevante. O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, será um aliado estratégico nessa operação, permitindo uma articulação entre dois dos principais centros econômicos brasileiros e criando sinergias que beneficiarão as operações em ambas as localidades.
Consolidação como hub internacional
Um dos objetivos principais da Aena para o Galeão é consolidar o terminal como um hub internacional de relevância, funcionando como ponto de conexão e distribuição para fluxos de passageiros nacionais e internacionais. Essa estratégia posiciona o Rio de Janeiro novamente como um nó importante na malha aeroportuária continental.
Dados operacionais do Galeão
O Aeroporto Tom Jobim possui capacidade instalada para movimentar 37 milhões de passageiros anualmente. Atualmente, o fluxo de viajantes está em processo de recuperação e crescimento constante. Em 2025, o terminal registrou a passagem de 17,9 milhões de pessoas, representando um aumento de 23,4% em relação a 2024, quando 14,5 milhões de passageiros utilizaram as instalações.
A média diária de passageiros aproxima-se de 49 mil usuários, dado que demonstra o potencial crescente do terminal. Além disso, o aeroporto opera aproximadamente 340 voos domésticos e 110 voos internacionais diariamente, considerando pousos e decolagens combinados. Esses números indicam a relevância do terminal no contexto da aviação comercial brasileira.
Contexto histórico e desafios superados
O leilão que resultou na aquisição pela Aena ocorreu após período significativo de reestruturação do aeroporto. O Galeão enfrentou redução na demanda subsequente aos investimentos realizados para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Essa situação foi agravada pela pandemia de Covid-19, que provocou impacto generalizado no setor da aviação civil.
Apesar dos desafios enfrentados, o terminal carioca demonstra resiliência e capacidade de recuperação, com crescimento consistente no volume de passageiros nos últimos períodos. A chegada da Aena marca o início de uma nova fase para o aeroporto, com perspectivas favoráveis para os próximos anos de operação sob gestão da empresa espanhola.
