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Raul Seixas ganha single inédito e reedições em vinil pelos 81 anos

Raul Seixas ganha single inédito e reedições em vinil pelos 81 anos
Fonte: g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/06/28/raul-seixas-canta-rolling-stones-em-single-inedito-que-integra-tres-reedicoes-feitas-para-festejar-81-anos-do-artista.ghtml

Raul Seixas completaria 81 anos com lançamentos especiais

O músico baiano Raul Seixas, que nasceu em 28 de junho de 1945 e faleceu em 21 de agosto de 1989, completaria 81 anos neste domingo, 28 de junho. Para celebrar a data, três produções fonográficas foram lançadas em formato de vinil, incluindo um single inédito que apresenta ao público uma interpretação do clássico "Lady Jane" do grupo The Rolling Stones, além de duas reedições de álbuns que resgatar o legado deste ícone do rock nacional.

O single inédito com Lady Jane dos Rolling Stones

O selo Record Collector Brasil é responsável pela promoção do novo single "Raul Rock Club – 45 anos", que marca o primeiro lançamento oficial da gravação caseira de "Lady Jane" (composição de Mick Jagger e Keith Richards de 1966) realizada em 1984 na residência do artista localizada em Itaim, região de São Paulo. A interpretação de Raul Seixas em relação ao tema dos Rolling Stones ganha ainda mais relevância por ser registrada em ambiente doméstico, revelando um aspecto íntimo da relação do artista com a música rock internacional.

Sylvio Passos, mentor do fã-clube Raul Rock Club, acompanha Raul Seixas na abordagem desta composição que completou seis décadas desde seu lançamento original. Embora o áudio tivesse circulado de forma extraoficial no YouTube há seis anos, esta é a primeira vez que o material recebe tratamento técnico apropriado e é lançado comercialmente.

Conteúdo completo do single de 45 anos

No lado A do single, além de "Lady Jane" de Raul Seixas interpretando os Rolling Stones, está incluída a faixa "Boneco de papel", uma composição inédita em disco creditada à Raul Seixas e a Sylvio Passos. O lado B apresenta o blues "Eu toco Raul", executado pelo grupo Putos Brothers Band liderado por Passos. Este formato reflete a importância que Raul Seixas mantinha no círculo de músicos e admiradores que celebravam sua obra.

A reedição de A pedra do gênesis

A Universal Music, detentora do acervo da gravadora Copacabana (empresa fonográfica extinta em 1998), relança "A pedra do gênesis", último álbum solo de Raul Seixas lançado originalmente em 1988. O título refere-se à rocha lunar coletada por astronautas em 1971 durante a missão Apollo 15, formada há aproximadamente quatro bilhões de anos. Este álbum, distribuído originalmente em LP quando o formato de CD ainda não era dominante no mercado fonográfico brasileiro, agora retorna ao vinil.

O repertório de "A pedra do gênesis" é predominantemente autoral, contendo composições como "A lei", "Areia da ampulheta" e "Cavalos calados", que exemplificam a maturidade criativa de Raul Seixas nos anos finais de sua carreira. Apesar dessa característica autoral predominante, o álbum inclui também a regravação da canção sertaneja "Lua bonita" (composta por Zé do Norte e Zé Martins em 1953), demonstrando a disposição do artista em dialogar com outras tradições musicais brasileiras.

A reedição em LP duplo de Se o rádio não toca

O segundo relançamento promovido pelo selo Record Collector Brasil refere-se ao álbum póstumo "Se o rádio não toca...", originalmente lançado em 1994 como registro de um show ao vivo realizado por Raul Seixas em Brasília (DF) durante o ano de 1974. Esta nova edição de 2026 chega ao mercado em formato de LP duplo com tiragem limitada a 500 cópias, configurando-se como item de memorabília para colecionadores e admiradores.

A reedição incorpora seis faixas inéditas que não constavam da versão original de 1994 devido a limitações de espaço físico no suporte. Além disso, a qualidade técnica do material recebeu aprimoramento significativo através de nova transferência dos áudios a partir da fita de rolo original, realizada por Sanjai Cardoso, com remixagem e remasterização profissionais. Estes procedimentos técnicos visam preservar e melhorar a clareza dos instrumentos e da voz de Raul Seixas, mantendo vivo o legado daquele que é considerado um dos pilares fundadores do rock brasileiro e detentor de um dos acervos mais ricos da música nacional.

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