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Poppy transforma diva pop em rainha do metal no Rock in Rio 2026

Poppy transforma diva pop em rainha do metal no Rock in Rio 2026
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Poppy encarna a diva do metal e impressiona no Rock in Rio 2026

A artista Poppy subiu ao Palco Sunset durante o segundo dia do Rock in Rio 2026, no sábado (5), proporcionando uma experiência única onde a diva do metal se revelou gradualmente ao longo da apresentação. À primeira impressão, o público encontrou uma cantora pop convencional, mas a transformação que viria a seguir surpreenderia os espectadores com um contraste impressionante entre estilos musicais distintos.

Ao chegar ao palco com um look temático em tons de verde e azul, que remetia aos figurinos icônicos de Lady Gaga em suas apresentações, Poppy iniciou sua performance de forma delicada. A abertura contou com a execução da faixa "Have You Had Enough", acompanhada de um cabelo longo e preto, enquanto permanecia em um pedestal brilhante. Para os desatentos, parecia tratar-se de uma artista puramente pop inserida no estágio errado do festival.

A Transformação Gradual da Diva do Metal

Conforme o show avançava, Poppy iniciava sua verdadeira metamorfose artística, revelando-se como uma verdadeira diva do metal. A transição do "fofo kawaii" para vocalizações gutturais ocorria de maneira estratégica, acompanhada por uma banda que utilizava máscaras bizarras e executava solos acelerados que intensificavam a atmosfera do espetáculo. Este contraste entre dois extremos musicais tornou-se o principal trunfo apresentado pela artista durante toda a noite.

A capacidade de Poppy em brincar com contrastes não representava uma característica recente em sua carreira. Antes de consolidar-se como cantora, ela ganhou notoriedade no início dos anos 2010 através de vídeos enigmáticos e perturbadores, nos quais interpretava uma "boneca androide". Aquele trabalho inicial combinava elementos focos e atraentes com elementos bizarros e até aterrorizantes, estabelecendo as bases para sua identidade artística eclética.

Evolução Artística de Poppy até Chegar ao Metal

Durante 2016, Poppy se lançou oficialmente como cantora pop, adotando uma sonoridade eletrônica e dançante que conquistou seguidores em várias plataformas. Contudo, foi no gênero metal que a artista encontrou verdadeira autenticidade artística, ainda que ela prefira se autodescrever como uma criadora eclética que transcende categorias musicais convencionais. Esta trajetória musical complexa estabeleceu o palco perfeito para sua apresentação no Rock in Rio 2026.

A dualidade que Poppy apresenta em suas criações musicais mostrou-se interessante durante os primeiros momentos do show, animando significativamente o público presente. As chamas e fumaça que invadiam o palco durante estes momentos amplificavam ainda mais o impacto visual e emocional das transições artísticas. Todavia, conforme o show prosseguia, o padrão começava a ficar previsível e cansativo.

Dinâmica do Show e Interação com o Público

A estrutura predominante das faixas apresentadas pela diva do metal seguia um padrão repetitivo: iniciavam de forma lenta e delicada, para então a percussão apertar gradualmente. Esta oscilação contínua de ritmos, embora conceitualmente interessante, resultou em um esfriamento da energia conforme o show progredia. Poppy, por sua vez, manteve uma interação mínima com a plateia, pronunciando apenas o necessário, pedindo rodinhas característica do punk rock e prosseguindo com o repertório preparado.

Um detalhe notável foi a ausência de menção sobre a parceria em "V.A.N", uma das faixas que mais engajou o público durante a noite. A colaboração com Bad Omens, que também se apresentaria posteriormente no festival, não foi mencionada pela artista antes de executar a canção, perdendo uma oportunidade de fortalecer a conexão com os espectadores.

Momentos Memoráveis e Curiosidades do Show

Apesar dos momentos menos energizados, o público não deixou de se divertir durante a performance da diva do metal. As rodinhas características do punk rock e os sinalizadores acesos criavam uma atmosfera festiva. Um elemento particularmente curioso ocorreu quando parte da plateia começou a executar uma "remada viking" (similar à torcida da seleção norueguesa de futebol) durante o show. Embora Poppy não possua qualquer relação conhecida com o time escandinavo, os fãs provavelmente teriam realizado o mesmo gesto para qualquer artista que subisse ao Palco Sunset.

A energia do espetáculo ganhou momentum genuíno no encerramento, quando Poppy pediu ao público para criar "a maior rodinha de todas". A resposta foi imediata e entusiasmada, sugerindo que teria sido beneficioso se a artista tivesse solicitado participação similar anteriormente durante a apresentação. O show concluiu com a execução de "New Way Out", deixando a impressão de que havia potencial não totalmente aproveitado.

Avaliação Geral da Apresentação no Rock in Rio

A apresentação de Poppy no segundo dia do Rock in Rio 2026 não foi considerada a melhor do dia, especialmente quando comparada à multidão fervorosa reunida pelo Sepultura. Igualmente, não foi classificada como a pior performance após a apresentação de MGK. A artista converteu potencialmente alguns novos fãs e preencheu adequadamente seu horário no Palco Sunset. Contudo, ficou clara a sensação de que havia significativo espaço para desenvolvimento artístico e engajamento maior com a plateia, transformando uma boa performance em uma experiência inesquecível.

A diva do metal demonstrou porque merecia seu lugar no line-up do festival, mas também evidenciou que a estrutura da apresentação poderia ter sido otimizada para maximizar o impacto emocional e físico no público presente naquela noite memorável do Rock in Rio.

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