365 Nacional
Obra

Para conter dívida, país precisaria de superávit primário acima de 2% do PIB, diz IFI

Para conter dívida, país precisaria de superávit primário acima de 2% do PIB, diz IFI
O Instituto Fiscal Independente (IFI) divulgou recentemente um relatório que aponta a necessidade de reformas estruturais no Brasil, mas que essas mudanças devem ser adiadas para 2027. O foco do governo deve ser a busca pelo déficit zero para frear o endividamento do país, segundo o estudo. De acordo com o relatório, a dívida pública brasileira atingiu um patamar preocupante, chegando a 89,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Isso significa que o país está gastando mais do que arrecada, o que pode levar a uma crise econômica e social se não for controlado. Para conter esse endividamento, a IFI aponta que o Brasil precisaria de um superávit primário acima de 2% do PIB. Isso significa que o governo deve conseguir economizar pelo menos 2% do que arrecada para pagar os juros da dívida e, assim, reduzir o seu montante. No entanto, alcançar esse superávit não será uma tarefa fácil. O país enfrenta uma série de desafios, como a crise sanitária da Covid-19, que afetou a economia e aumentou os gastos públicos. Além disso, o Brasil já vinha enfrentando problemas econômicos antes mesmo da pandemia, o que torna a situação ainda mais delicada. Diante desse cenário, o governo tem buscado medidas para controlar o endividamento e retomar o crescimento econômico. Uma das principais estratégias adotadas é a busca pelo déficit zero, ou seja, equilibrar as contas públicas e não gastar mais do que arrecada. Essa estratégia tem sido defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que acredita que o Brasil deve seguir o exemplo de países como o Chile e a Colômbia, que conseguiram controlar suas dívidas através de medidas de austeridade fiscal. No entanto, alguns especialistas apontam que essa estratégia pode ser insuficiente para conter o endividamento brasileiro. Segundo eles, é preciso também adotar reformas estruturais que possam impulsionar o crescimento econômico e aumentar a arrecadação. Entre as reformas sugeridas estão a tributária, que visa simplificar o sistema de impostos e torná-lo mais justo, e a administrativa, que busca reduzir os gastos públicos e melhorar a eficiência do Estado. No entanto, o relatório da IFI aponta que essas reformas devem ser adiadas para 2027, pois a prioridade do governo no momento deve ser a busca pelo déficit zero. Segundo o instituto, essas mudanças estruturais exigem um tempo maior de discussão e aprovação, o que pode prejudicar a busca pelo equilíbrio fiscal no curto prazo. Apesar disso, é importante ressaltar que as reformas estruturais são fundamentais para a retomada do crescimento econômico e a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo. Por isso, é essencial que o governo continue trabalhando em medidas que possam impulsionar essas mudanças, mesmo que elas não sejam implementadas imediatamente. É preciso que o país encontre um equilíbrio entre a busca pelo déficit zero e as reformas estruturais. Ambas são importantes para a saúde econômica do Brasil e devem ser tratadas com a devida atenção. É importante ressaltar também que, além das medidas do governo, é necessário que a sociedade brasileira também faça a sua parte. O controle dos gastos públicos é uma responsabilidade de todos, e é preciso que haja um esforço conjunto para que o país possa superar os desafios econômicos e alcançar um futuro mais prós
⏱ 3 min de leitura · 👁 1 leituras Partilhar 𝕏 X f Facebook ✈ Telegram in LinkedIn

Continuar a ler