Fraude digital pressiona verificação: como escolher a plataforma ideal

O crescimento alarmante das fraudes de identidade no Brasil
As fraudes de identidade representam um desafio crescente para empresas que realizam onboarding digital. No primeiro semestre de 2026, a Serasa Experian registrou aproximadamente 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade, evidenciando um aumento de 32,9% comparado ao mesmo período do ano anterior. Esse cenário de pressão nas operações de onboarding digital intensificou-se nos meses subsequentes, com agosto marcando 505,8 mil tentativas — uma ocorrência a cada 5,3 segundos.
O panorama revela que os criminosos acompanham a evolução tecnológica, adaptando suas estratégias de ataque. Diante dessa realidade, selecionar uma plataforma de identificação torna-se crucial para empresas que desejam proteger seus usuários e operações.
Entendendo as múltiplas camadas de proteção
Validação documental e verificações complementares
O processo de verificação de identidade no ambiente digital vai além de uma única análise. A validação documental permite avaliar diferentes tipos de documentos e detectar inconsistências nas informações apresentadas pelos usuários. Essa abordagem examina características do documento, como segurança biométrica e dados cadastrais.
Complementando essa análise inicial, outras verificações reforçam a segurança. A biometria facial adiciona uma camada de checagem do rosto do usuário, enquanto a prova de vida (liveness) confirma se o processo está sendo realizado por uma pessoa real e não por alguém utilizando fotos ou vídeos falsificados.
Análise de dispositivos e contexto de acesso
Além das verificações tradicionais, o dispositivo utilizado pelo cliente fornece sinais relevantes para análise de risco. Características do aparelho, contexto do acesso, geolocalização e histórico de utilização ajudam a identificar comportamentos atípicos. Um acesso realizado por um dispositivo conhecido durante uma operação habitual apresenta perfil diferente daquele executado por um aparelho novo em atividade incomum.
A inteligência de dispositivos permite que as plataformas avaliem padrões de comportamento e estabeleçam níveis de confiança baseados em evidências acumuladas ao longo do tempo.
Equilibrando segurança e experiência do usuário
Um dos maiores desafios no combate às fraudes de identidade é manter a segurança sem criar barreiras excessivas para usuários legítimos. Adicionar múltiplas etapas de verificação não garante proporcional aumento na proteção. Validações insuficientes ampliam a exposição à fraude, enquanto controles excessivos geram dificuldade de acesso, abandono e bloqueio de clientes reais, impactando diretamente a conversão.
Por essa razão, a eficiência da experiência deve integrar a avaliação de uma plataforma de identificação. Indicadores como taxa de aprovação, volume de análises manuais, tempo de conclusão do onboarding e ocorrência de falsos positivos revelam onde a jornada pode estar criando fricções desnecessárias. O objetivo é encontrar equilíbrio onde os controles cumprem seu papel sem tornar o processo excessivamente longo ou complexo.
Caso de sucesso: o modelo do Banco de Brasília
Um exemplo prático de implementação bem-sucedida vem do BRB (Banco de Brasília), que modernizou seu processo de abertura de contas online. A instituição combinou soluções de KYC (Know Your Customer), validação documental, biometria, prova de vida, análise de dispositivos e orquestração inteligente das verificações.
Os resultados comprovam a efetividade dessa abordagem integrada: redução de 86,2% nos cadastros enviados para análise manual, diminuição do tempo de abertura de contas de duas horas para menos de 15 minutos, e elevação da taxa de aprovação para 85%. Esses dados demonstram como diferentes capacidades tecnológicas, quando bem coordenadas, apoiam decisões de risco sem transformar a segurança em uma sequência de barreiras para usuários legítimos.
Evoluindo para um onboarding inteligente
Reutilização de dados validados
A evolução do onboarding passa por uma mudança fundamental de lógica. Em vez de solicitar sempre uma série de informações ao consumidor, empresas podem utilizar dados já conhecidos e validados para reconhecer usuários e definir quais verificações adicionais são necessárias.
O IDPass, solução da Serasa Experian, exemplifica essa abordagem ao reutilizar, mediante consentimento, dados e documentos previamente validados. Com essa plataforma, nove em cada dez usuários podem ser aprovados instantaneamente, sem necessidade de preencher formulários extensos ou fotografar novamente documentos — reduzindo significativamente as fricções.
Integração de capacidades complementares
A integração da idwall, empresa especializada em gestão de identidade digital e autenticação, ao ecossistema da Serasa Experian amplia a capacidade de combinar diferentes sinais de identidade e risco ao longo do onboarding. Mais que adicionar novas camadas de verificação, o objetivo é tornar cada interação mais inteligente, aplicando maior segurança quando necessário e menos fricção quando a confiança já está estabelecida.
Conclusão: a importância da escolha estratégica
Diante do aumento de fraudes de identidade e da pressão no onboarding digital, escolher a plataforma correta é decisão estratégica. Uma solução eficaz deve combinar múltiplas tecnologias — validação documental, biometria, prova de vida e análise de dispositivos — de forma harmoniosa, priorizando tanto a segurança quanto a experiência do usuário. A abordagem inteligente reconhece que segurança e conversão não são objetivos contraditórios, mas complementares quando bem implementados.
