Argentino acusado de chacina no México mata família inteira

Argentino acusado de perpetrar chacina que chocou o México
Um argentino identificado como Diego Sebastián Rosen Ferlini, de 51 anos, é apontado como principal suspeito da chacina no México que matou cinco seres, incluindo um músico profissional, sua esposa grávida, uma criança pequena, uma babá e o animal de estimação da família. O crime ocorreu na noite de terça-feira (1º) em um luxuoso apartamento, deixando apenas uma criança de 6 anos como sobrevivente do massacre.
A vítima principal identificada é Jonathan "Honas" Meléndez Ochoa, de 38 anos, compositor e tecladista da renomada banda mexicana Camilo Séptimo. Junto com ele, perderam a vida Ana Paola, de 35 anos, que estava no quarto mês de gestação, a filha do casal com 3 anos de idade e uma jovem de 21 anos que exercia função de cuidadora na residência. A chacina no México também resultou na morte do cachorro familiar.
Sequência dos eventos durante a chacina no México
Câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito adentrou o edifício residencial ao final da tarde de terça-feira, usando boné e óculos escuros enquanto carregava uma mochila. Segundo relatos das autoridades mexicanas, o homem chegou armado ao apartamento onde ocorreria a chacina no México. Vizinhos do local reportaram ter escutado gritos e disparos durante o período noturno.
Os corpos foram localizados minutos antes da meia-noite. O menino, único membro familiar que conseguiu escapar, permaneceu encolhido embaixo de uma cama por aproximadamente três horas, até que as autoridades chegassem ao local. Esta foi uma das circunstâncias mais perturbadoras reveladas durante as investigações posteriores ao incidente.
Detalhes das vítimas e forma de execução
Meléndez e sua companheira foram encontrados amarrados com fita adesiva e apresentavam ferimentos de bala na região da cabeça. A filha pequena também foi atingida na cabeça durante a chacina no México. A cuidadora que trabalhava para a família tentou escapar dos disparos, mas foi atingida pelas costas quando tentava fugir do apartamento.
A morte do instrumento de corda da banda Camilo Séptimo chocou a comunidade musical mexicana e internacional. Jonathan era conhecido por seu trabalho como compositor e instrumentista, contribuindo significativamente para a carreira da instituição musical.
Investigação e linha de suspeita financeira
As autoridades conseguiram prender dois indivíduos em conexão com a chacina no México. Além de Diego Sebastián Rosen Ferlini, designado como o principal responsável, um segundo homem foi capturado, alegadamente atuando como motorista do suspeito principal. Diego foi detido poucas horas após o incidente, em La Marquesa, região pertencente à Cidade do México.
Uma das principais linhas de investigação sugere que a chacina no México teria sido motivada por disputa financeira entre os envolvidos. De acordo com informações do jornal El País, uma possível causa estaria relacionada a problemas envolvendo uma sociedade imobiliária que Meléndez mantinha com Diego. O músico teria investido recursos financeiros na empresa Nomad Property Management, estabelecimento ligado ao suspeito que oferece propriedades em temporada nos principais destinos turísticos do país.
Publicações no jornal argentino Clarín revelaram que a empresa e Diego enfrentavam denúncias nas redes sociais acusando supostas fraudes em transações de aluguel. Uma das denúncias, divulgada em julho e reportada por El País, mencionava um prejuízo de aproximadamente R$ 150 mil para uma pessoa prejudicada pelas alegadas atividades fraudulentas.
Antecedentes do suspeito principal
Diego Sebastián Rosen Ferlini nasceu na Argentina, porém também possuía nacionalidade mexicana. Segundo registros obtidos pelo jornal Clarín, ele não apresentava antecedentes criminais no México antes dos acontecimentos da chacina no México. Esta informação surpreendeu investigadores, já que o crime apresentava características de execução planejada e precisa.
Contexto anterior ao crime
Uma reconstrução factual publicada pelo Clarín aponta que Meléndez teria avisado a um conhecido dias antes da tragédia que realizaria uma reunião com seu sócio comercial. O músico expressava preocupação e medo em relação ao que poderia acontecer durante esse encontro. Como medida preventiva, pediu ao amigo que entrasse em contato com as autoridades policiais caso deixasse de ter contato com ele após algumas horas da reunião marcada.
Este detalhe levanta questões perturbadores sobre o conhecimento prévio ou pressentimento de Meléndez acerca dos perigos que o rondavam, sugerindo que o ambiente comercial em que estava envolvido apresentava tensões significativas e potencialmente perigosas.
Posicionamento das autoridades mexicanas
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pronunciou-se na quinta-feira (3) após a chacina no México, afirmando que o ataque estaria conectado a uma disputa entre famílias envolvidas na situação. A autoridade máxima do país ofereceu apoio governamental às famílias afetadas pela tragédia.
"As famílias estão recebendo apoio do governo do Estado do México e, da parte do Ministério do Interior, realizaremos o que estiver ao nosso alcance", declarou a presidente em resposta ao incidente de segurança que chocou a nação.
Status das investigações em andamento
As autoridades ainda não confirmaram oficialmente se a disputa comercial foi de fato a motivação determinante para a chacina no México. O caso continua sob investigação minuciosa pelas autoridades competentes. Investigadores estão trabalhando para esclarecer qual foi a participação específica do segundo suspeito e se ele possuía conhecimento prévio sobre as ações que seriam perpetradas no apartamento de luxo.
