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Após manutenção da Selic em 15%, ABRAINC cobra corte nos juros; Abecip segue otimista

Após manutenção da Selic em 15%, ABRAINC cobra corte nos juros; Abecip segue otimista
O cenário econômico brasileiro está passando por uma fase de adaptação e transição, após anos de um ciclo relativamente positivo. O setor imobiliário é um dos mais afetados por essa mudança, já que está altamente dependente de crédito acessível para continuar avançando. As recentes discussões sobre a manutenção da Taxa Selic em 15% - a taxa básica de juros brasileira - tem trazido à tona a importância de medidas que incentivem o crescimento do setor e, consequentemente, da economia como um todo. A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) tem sido uma das principais vozes em defesa de reduções nos juros para impulsionar o mercado imobiliário. Recentemente, após a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) de manter a Selic em 15%, a entidade não poupou críticas e reforçou seu posicionamento em favor de cortes nos juros. Segundo a ABRAINC, a manutenção da alta taxa de juros pode comprometer a retomada do setor, que já vinha apresentando sinais de recuperação. A entidade destaca que, desde o primeiro semestre de 2017, foi possível observar um crescimento gradual tanto nas vendas quanto nos lançamentos de imóveis. A queda nos juros e a melhora na confiança do empresariado contribuíram significativamente para esse resultado. Porém, o cenário atual pode ser comprometido se os juros não baixarem. A demanda por crédito para financiar imóveis tende a diminuir com a manutenção da Selic em patamares elevados, o que pode impactar diretamente as vendas e o lançamento de novos empreendimentos. Além disso, a alta taxa de juros também aumenta o risco de inadimplência, já que as parcelas dos financiamentos ficam mais altas e menos acessíveis para os compradores. Em contrapartida, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) segue otimista em relação ao mercado imobiliário. Segundo a entidade, a perspectiva é de que os juros se mantenham em patamares estáveis durante o ano de 2018, o que favorece o mercado de crédito imobiliário. A ABECIP acredita que a forte demanda por financiamentos deve se manter, impulsionada pela queda da inflação e pela retomada do crescimento econômico. Além disso, a entidade destaca que a queda nas taxas de juros, mesmo que de forma tímida, já tem gerado impactos positivos nos custos de financiamento, o que pode atrair ainda mais compradores para o mercado imobiliário. Diante desse cenário de divergência entre as entidades do setor imobiliário, é importante ressaltar que, independente de cortes ou manutenção nos juros, medidas que estimulem o crescimento do mercado são necessárias. O governo e o Banco Central devem estar atentos às demandas das entidades do setor e buscar soluções que atendam as necessidades do mercado imobiliário. Uma possível alternativa seria a criação de programas de incentivo para facilitar o acesso ao crédito imobiliário, especialmente para a classe média, que representa uma grande parcela da demanda por imóveis. Além disso, a redução da burocracia e a melhora do ambiente de negócios podem contribuir para um melhor desempenho do setor. É importante lembrar que o setor imobiliário tem um impacto significativo na economia como um todo. O desenvolvimento desse mercado é vital para a geração de empregos e renda, além de ser um importante impulsionador do crescimento econômico. Por isso
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