Aeroportos sauditas sofrem novos ataques dos Houthis

Novos ataques aos aeroportos sauditas neste domingo
Os ataques aeroportos Arábia Saudita retornaram com força neste domingo (11), quando dois dos principais terminais do país foram atingidos em operações coordenadas. Segundo a Autoridade de Aviação Civil saudita, o saldo dos bombardeios incluiu uma pessoa falecida e outras 11 feridas nos terminais afetados. Os ataques aeroportos Arábia Saudita representam a continuação de uma série de ofensivas que vêm caracterizando o cenário de instabilidade na região.
As operações atingiram o Aeroporto Internacional Rei Khalid, localizado em Riade, capital saudita, e o Aeroporto de Dammam, segunda maior cidade do reino. De acordo com relatórios das autoridades locais, o grupo Houthi, financiado pelo Irã, reivindicou a autoria dos ataques através de comunicados oficiais divulgados na sequência dos bombardeios.
Escalada de violência no fim de semana
Os incidentes deste domingo representam o segundo episódio de violência em menos de 24 horas. No sábado anterior (10), o mesmo grupo extremista já havia lançado uma ofensiva contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, resultando em 13 mortes confirmadas. Este ataque foi considerado o mais letal de seu tipo registrado no país em mais de uma década, demonstrando a intensidade crescente dos conflitos.
No terminal de Riade, um projétil não identificado penetrou a instalação, danificando o terminal 4 conforme informações do governo saudita. O impacto forçou o encerramento temporário das operações aeroportuárias, afetando voos e deixando passageiros retidos nas dependências.
Houthis reivindicam ofensivas e ameaçam novos ataques
O grupo extremista Houthi não apenas reivindicou os bombardeios de domingo, mas também afirmou ter atacado instalações pertencentes à Aramco, gigante petrolífera saudita, durante o mesmo período. A agência de aviação confirmou os incidentes, embora inicialmente houvesse limitações nas informações sobre vítimas e danos estruturais.
Em comunicado preventivo, os Houthis emitiram um alerta de risco direcionado a companhias aéreas, especialistas em aviação, funcionários e viajantes. A mensagem recomendava que se mantivessem afastados dos aeroportos sauditas, exceto dos terminais localizados em Meca e Medina, cidades consideradas sagradas no Islã. O grupo justificou o aviso citando a vulnerabilidade dos aeroportos a futuras operações.
Em declaração oficial, os Houthis reiteraram: "Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes contra o uso dos aeroportos e do espaço aéreo saudita, pois são vulneráveis a ataques e se tornaram alvo de operações para nossas forças, com exceção dos aeroportos em Meca e Medina. Instamos a todos a levarem nossos avisos a sério, e a Arábia Saudita é responsável por quaisquer interceptações malsucedidas."
Contexto do conflito no Oriente Médio
Os confrontos entre forças sauditas e os Houthis intensificaram-se dramaticamente nas últimas semanas, consolidando-se como o principal ponto de tensão atual no Oriente Médio. O grupo extremista atua em retaliação à coalizão liderada pela Arábia Saudita, que respalda militarmente as forças governamentais iemenitas em sua luta contra os rebeldes Houthis na guerra civil interna do Iêmen.
Segundo relatórios de mídia internacional, Mohammed al-Bukhaiti, figura proeminente entre as autoridades do grupo rebelde iemenita, declarou que as ofensivas funcionam como reação direta aos bombardeios que a Arábia Saudita realiza constantemente contra o território iemenita. Esta dinâmica de represálias tem alimentado um ciclo contínuo de violência na região.
Também no domingo, a rede de televisão Al Masirah TV, controlada pelos Houthis e baseada no Iêmen, acusou a Arábia Saudita de executar um ataque contra o Aeroporto Internacional de Sanaa, capital iemenita, expandindo ainda mais o escopo geográfico dos confrontos.
Diplomacia e perspectivas internacionais
Diante da escalada de violência, o Ministério das Relações Exteriores saudita estabeleceu contato direto com autoridades iranianas para discutir a recente intensificação do conflito regional e explorar possibilidades para desescalar as tensões. Segundo a agência estatal de notícias saudita, essas conversações refletem tentativas de encontrar canais diplomáticos em meio à crise.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que seu governo analisa a possibilidade de participar dos bombardeios sauditas contra os Houthis. Em declaração à imprensa na Casa Branca, Trump afirmou: "Talvez. Vamos analisar. Acabamos de saber do ataque mais recente, então vamos tomar uma decisão. Agimos muito rapidamente", sinalizando disposição para envolvimento americano na questão.
Impacto nos eventos e infraestrutura
Apesar dos incidentes de segurança e da volatilidade, as autoridades sauditas confirmaram que o Congresso de Energia da WPC, evento internacional de cinco dias planejado há longo tempo, permanecia programado para realizar-se em Riade. O encontro ocorre em um centro de convenções situado aproximadamente 10 quilômetros do aeroporto, mantendo certa distância das instalações afetadas pelos ataques.
A conferência esperava a presença de mais de setenta ministros, trezentos executivos de empresas multinacionais e representantes de mais de vinte e cinco organizações internacionais de energia, demonstrando a magnitude e importância do evento para a diplomacia energética global.
