Xande de Pilares sanciona álbum com novos caminhos

Xande de Pilares endossa projeto inovador em novos caminhos
O renomado vocalista Xande de Pilares participou da gravação do álbum em dupla intitulado "Novos caminhos", projeto que marca a estreia conjunta dos instrumentistas Ian Coury e Igor Souza. Este trabalho representa uma proposta ousada de reinterpretação de gêneros brasileiros tradicionais, trazendo uma perspectiva fresca ao universo do choro e samba através de novos caminhos sonoros.
A participação de Xande ocorreu na única faixa vocal do álbum, uma regravação do samba clássico "Tá escrito", composição de 2009 que integra o repertório de sucessos do artista quando atuava como vocalista do Grupo Revelação. A contribuição do percussionista Pretinho da Serrinha complementa a gravação, enriquecendo o resultado final da produção.
Lançamento e detalhes da regravação
A regravação de "Tá escrito", fruto da colaboração entre Xande de Pilares, Ian Coury, Igor Souza e Pretinho da Serrinha, será disponibilizada como single no formato de apresentação antecipada do álbum. O lançamento ocorrerá na quinta-feira, 16 de julho, servindo como porta de entrada para o projeto maior que se aproxima.
O álbum completo "Novos caminhos" está agendado para ser divulgado em 28 de agosto pela gravadora Biscoito Fino. A produção se caracteriza como essencialmente instrumental, totalizando oito composições que refletem a abordagem inovadora dos dois músicos em relação à música brasileira.
Composição e repertório do projeto
Entre as oito faixas que formam "Novos caminhos", sete são composições autorais e uma é a regravação de "Tá escrito". O violonista Igor Souza contribui com apenas um tema original intitulado "Baião cansado", enquanto o bandolinista Ian Coury assina as outras seis criações originais do álbum. Destaca-se entre as composições de Coury as faixas "Choro sincopático", "Gala" e "Mexidinho", cada uma explorando diferentes facetas dos novos caminhos propostos pela dupla.
Proposta artística e filosofia musical
O projeto "Novos caminhos" é fundamentado na paixão compartilhada pelos dois músicos pela música brasileira autentica. Através do diálogo entre o bandolim de dez cordas, instrumento de Ian Coury, e o violão de sete cordas, tocado por Igor Souza, emergem outras perspectivas sobre gêneros consagrados como choro e samba. Esta abordagem dialógica entre os instrumentos representa um diferencial estético que busca renovar as tradições musicais brasileiras.
Perfil de Ian Coury
Ian Coury é natural de Brasília (DF) e possui formação académica pela prestigiosa Berklee College of Music. Sua carreira abrange múltiplas funções no universo musical: é bandolinista, compositor, arranjador, educador e produtor musical. Ao longo de sua trajetória profissional, dividiu palcos com artistas de renome internacional e nacional, incluindo o saxofonista cubano Paquito D'Rivera, a cantora e violonista Rosa Pastos e o bandolinista Hamilton de Holanda, consolidando sua posição como músico versátil e respeitado no cenário musical contemporâneo.
Perfil de Igor Souza
Igor Souza, aos 25 anos, é violonista especializado no instrumento de sete cordas, além de atuar como arranjador, produtor musical e professor. Sua formação é sólida: possui título de Mestre em Ensino de Práticas Musicais pela UNIRIO e encontra-se em processo de doutoramento em Música. Sua experiência profissional inclui colaborações com artistas de projeção internacional e nacional, havendo trabalhado com Caetano Veloso e a musicista norte-americana Esperanza Spalding, demonstrando seu alcance e credibilidade no contexto musical contemporâneo.
Significado da parceria para a música brasileira
A convergência de talentos no álbum "Novos caminhos" representa um momento significativo para a música instrumental brasileira. A associação entre dois músicos de alto nível técnico e criativo, somada ao endosso de Xande de Pilares, um nome consolidado na tradição do samba e choro, reafirma o compromisso com a inovação responsável. Este projeto não pretende descartar as estruturas tradicionais dos gêneros brasileiros, mas sim explorá-los sob ângulos diferentes, criando novos caminhos que honram a herança musical do país enquanto abrem possibilidades futuras de criação artística.
