365 Nacional
Esportes

Scaloni descarta política em semifinal Argentina-Inglaterra

Scaloni descarta política em semifinal Argentina-Inglaterra
Fonte: ge.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2026/07/14/scaloni-afasta-rivalidade-politica-em-argentina-x-inglaterra-ninguem-que-esta-aqui-tem-culpa.ghtml

Scaloni pede para separar história política do futebol

O técnico da seleção argentina, Lionel Scaloni, deixou claro que a rivalidade política entre Argentina e Inglaterra não deve influenciar o confronto pela semifinal da Copa do Mundo. Em coletiva realizada nesta terça-feira, o treinador enfatizou que se trata apenas de um jogo de futebol, onde os atuais jogadores não carregam responsabilidade pelos conflitos históricos entre as duas nações.

Scaloni reforçou sua posição ao mencionar os momentos difíceis que marcaram a relação entre Argentina e Inglaterra, particularmente a Guerra das Malvinas, ocorrida no início da década de 1980. No entanto, o técnico argentino argumentou que esses acontecimentos não devem ser transportados para o gramado durante o confronto de semifinal.

A história tensa entre os países

Os conflitos históricos entre Argentina e Inglaterra transcendem o campo político. Durante a Copa do Mundo de 1986, quando a Argentina conquistou seu segundo título mundial, as duas equipes se enfrentaram nas quartas de final, momento em que as tensões extrapolaram para o futebol. O gol de Diego Maradona conhecido como "La Mano de Dios" gerou polêmica e permanece como um dos episódios mais lembrados do futebol internacional.

A semifinal Argentina-Inglaterra programada para esta quarta-feira, em Atlanta, às 16h no horário de Brasília, promete reavivar essa rivalidade consolidada. Apesar disso, Scaloni mantém posição firme de que o foco deve estar exclusivamente no aspecto esportivo da competição.

Cansaço não será fator limitante, afirma Scaloni

O treinador também abordou preocupações quanto ao desgaste físico de seus jogadores. A Argentina passou por duas prorrogações durante a fase de mata-mata do torneio, fato que poderia comprometer o desempenho na semifinal Copa do Mundo. Contudo, Scaloni descartou essa possibilidade, argumentando que estar em uma semifinal de Mundial coloca o cansaço em segundo plano.

"Logicamente que estar numa semifinal de Mundial faz com que o cansaço esteja em segundo plano. De qualquer modo, se um jogador não estiver em condição, não joga. Joga quem está bem. A princípio, todos estão bem", declarou o técnico. Ele reafirmou que apenas atletas em plenas condições físicas e mentais entrarão em campo, garantindo que nenhum jogador com inferioridade física participará do confronto decisivo.

Expectativas de melhor desempenho

Scaloni expressou esperança de que sua equipe apresente um futebol mais fluido e dominador contra a Inglaterra. Durante os três confrontos anteriores da fase de mata-mata, a Argentina enfrentou dificuldades, necessitando de prorrogação em duas ocasiões. O treinador acredita que contra os ingleses, sua seleção conseguirá exibir o potencial ofensivo que sempre a caracterizou.

"Necessitamos jogar com a bola, que é onde sempre fomos fortes. Temos a vontade de deixar tudo até o último momento. Esperamos que possamos ver o grande futebol amanhã", destacou o técnico argentino durante a coletiva. Ele ressaltou o compromisso dos jogadores em executar suas responsabilidades até o apito final.

Gratidão e motivação para a final

O treinador argentino não escondeu sua satisfação por ter levado a equipe até a semifinal. "Cada um dos jogadores sabe o que representa uma semifinal. Estou ilusionado, super agradecido", afirmou Scaloni. Ele pediu que seus atletas valorizem o feito conquistado até o momento, mas permaneçam focados em buscar forças para chegar à final do torneio.

Caso a Argentina avance contra a Inglaterra nesta semifinal Argentina-Inglaterra, enfrentará a Espanha na final, marcada para o próximo domingo no estádio de Nova York/Nova Jersey. Um eventual título daria ao país sul-americano o tetracampeonato mundial, consolidando ainda mais seu legado no futebol internacional.

Posicionamento claro diante da história

Scaloni finalizou suas declarações reforçando um ponto-chave: embora seja reconhecida a importância histórica dos eventos passados, os atuais jogadores não devem ser responsabilizados por conflitos que ocorreram décadas atrás. "Por mais que tenhamos memórias das pessoas que se foram, ninguém que está aqui tem culpa. Estamos errados se misturarmos as coisas", concluiu o técnico, deixando claro sua visão sobre como o confronto deve ser abordado pelos envolvidos.

Continuar a ler