O Governo Federal editou uma nova Medida Provisória (MP) que traz mudanças significativas nas regras do seguro-defeso e limita as despesas relacionadas a esse benefício. A MP 1303, que havia sido proposta anteriormente, perdeu sua validade sem ser votada pelo Congresso Nacional. Agora, com a nova MP, o governo busca ajustar as regras do seguro-defeso e garantir um controle mais rigoroso dos gastos públicos.
O seguro-defeso é um benefício concedido aos pescadores artesanais durante o período de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida. Ele tem como objetivo garantir uma renda mínima aos pescadores e suas famílias durante esse período de inatividade. No entanto, o benefício tem sido alvo de críticas por parte do governo e da sociedade, devido a possíveis irregularidades e fraudes em sua concessão.
Com a nova MP, o governo pretende apertar as regras do seguro-defeso e limitar as despesas com o benefício. Uma das principais mudanças propostas é a exigência de que o pescador comprove sua atividade de forma mais rigorosa, por meio de documentos e registros. Além disso, o benefício será concedido apenas aos pescadores que comprovarem ter exercido a atividade nos últimos 12 meses, antes do período de defeso.
Outra mudança importante é a limitação do valor do benefício. Atualmente, o seguro-defeso é calculado com base no salário mínimo vigente, o que pode gerar um alto valor de benefício para alguns pescadores. Com a nova MP, o benefício será limitado a um salário mínimo por família, independentemente do número de pescadores que a compõem.
Além disso, a MP também estabelece um prazo máximo de concessão do benefício, que será de no máximo cinco meses. Isso significa que, mesmo que o período de defeso seja maior, o pescador receberá o benefício apenas por cinco meses. Essa medida visa evitar que o benefício se torne uma fonte de renda permanente para os pescadores.
A nova MP também traz medidas para combater possíveis fraudes no benefício. Será criado um cadastro nacional de pescadores, que será atualizado anualmente, e os pescadores terão que se recadastrar a cada dois anos. Além disso, serão realizadas auditorias periódicas para verificar a veracidade das informações prestadas pelos pescadores.
É importante ressaltar que as mudanças propostas pela MP não afetarão os pescadores que realmente necessitam do benefício. Aqueles que comprovarem sua atividade e cumprirem os requisitos terão direito ao seguro-defeso. O objetivo do governo é garantir que o benefício seja concedido de forma justa e transparente, sem prejudicar o orçamento público.
A nova MP também traz medidas para limitar os gastos com o benefício. A expectativa é que, com as mudanças propostas, o governo economize cerca de R$ 2 bilhões por ano. Esse valor poderá ser investido em outras áreas, como saúde, educação e segurança, beneficiando toda a população.
É importante destacar que a MP não tem como objetivo acabar com o seguro-defeso, mas sim torná-lo mais eficiente e sustentável. O benefício continuará sendo concedido aos pescadores artesanais, que desempenham um papel fundamental na economia e na preservação dos recursos naturais.
A nova MP é mais uma iniciativa do governo para promover o equilíbrio das contas públicas e garantir uma gestão responsável dos recursos. As mudanças propostas são necessárias para garantir a sustentabilidade do benefício e evitar possíveis irregularidades. Além disso, a medida também contribui para o combate à corrupção e o





