No dia 19 de março de 2021, o debate sobre a alteração ao decreto do subsídio social de mobilidade foi marcado por um momento de silêncio e descontentamento por parte dos deputados eleitos pela Madeira e pelos Açores. Durante o discurso de Hugo Soares, os seis deputados ficaram em silêncio, não aplaudiram e votaram a favor das propostas, ao lado do PS e do Chega, e contra o PSD. Esta atitude gerou uma onda de críticas e preocupação por parte do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, que ameaçou tomar medidas caso os deputados continuem a ser condicionados no uso da palavra.
O subsídio social de mobilidade foi criado em 2015 com o objetivo de reduzir os custos das viagens aéreas entre o continente e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores. No entanto, desde a sua implementação, tem sido alvo de diversas críticas e polémicas, principalmente por parte dos residentes das ilhas, que consideram que o valor do subsídio não é suficiente para cobrir os elevados preços das passagens aéreas.
Neste contexto, o PSD apresentou uma proposta de alteração ao decreto do subsídio social de mobilidade, que previa um aumento do valor do subsídio para 75% do preço da passagem aérea. No entanto, esta proposta foi rejeitada pelo PS, que defende que o subsídio deve ser mantido nos atuais 50%. O Chega, por sua vez, apresentou uma proposta ainda mais radical, que previa a eliminação do subsídio social de mobilidade.
Durante o debate, o deputado do PSD, Hugo Soares, fez duras críticas ao PS e ao Chega, acusando-os de não estarem preocupados com os problemas dos residentes das ilhas e de estarem apenas a pensar em interesses políticos. No entanto, o discurso de Hugo Soares não foi bem recebido pelos deputados eleitos pela Madeira e pelos Açores, que optaram por ficar em silêncio e votar a favor das propostas do PS e do Chega.
Esta atitude gerou uma onda de indignação por parte do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, que afirmou que os deputados da Madeira não podem ser condicionados no uso da palavra e que, caso isso volte a acontecer, tomará medidas para garantir que os interesses da região sejam defendidos.
Esta posição de Miguel Albuquerque é compreensível, tendo em conta que o subsídio social de mobilidade é um tema de extrema importância para os residentes da Madeira e dos Açores. Afinal, estamos a falar de uma região insular, onde as viagens aéreas são a única forma de ligação com o continente, e onde os preços das passagens são exorbitantes. É fundamental que os deputados eleitos por estas regiões tenham voz ativa e possam defender os interesses dos seus eleitores.
Além disso, é importante destacar que a atitude dos deputados eleitos pela Madeira e pelos Açores demonstra uma postura de independência e de defesa dos interesses da região, independentemente das orientações partidárias. É um sinal de que estes deputados estão a cumprir o seu papel de representantes do povo e que não se deixam influenciar por jogos políticos.
No entanto, é preciso que haja um diálogo construtivo entre todas as forças políticas, de forma a encontrar uma solução que seja justa e equilibrada para todos. O subsídio social de mobilidade é uma medida importante, mas é preciso que seja revista e melhorada, de forma a garantir que os residentes das ilhas tenham acesso a viagens a





