Com a expectativa de queda da taxa Selic e maior liquidez no mercado, o cenário para fusões e aquisições no Brasil em 2026 é bastante promissor. Segundo especialistas, esse movimento deve ser impulsionado por empresas que buscam fortalecer sua posição no mercado, diversificar suas atividades e aumentar sua competitividade.
De acordo com dados da consultoria PwC, o número de fusões e aquisições no país vem crescendo nos últimos anos, com destaque para o setor de tecnologia, que registrou um aumento de 30% em 2025. E esse crescimento deve se intensificar ainda mais nos próximos anos, impulsionado pela retomada da economia e pela maior confiança dos investidores.
Uma das principais razões para esse otimismo é a expectativa de queda da taxa Selic, que deve impulsionar a economia e estimular os investimentos. Com juros mais baixos, as empresas terão acesso a crédito mais barato, o que facilita a realização de fusões e aquisições. Além disso, a maior liquidez no mercado também deve contribuir para esse movimento, já que os investidores terão mais recursos disponíveis para realizar negócios.
Outro fator que deve impulsionar as fusões e aquisições é a busca por uma governança mais sólida e transparente. Com a entrada em vigor da Lei das S.A. em 2022, as empresas terão que se adequar a novas regras de governança, o que deve aumentar a confiança dos investidores e tornar o mercado mais atrativo para negociações. Além disso, a adoção de boas práticas de governança é fundamental para garantir a sustentabilidade e o sucesso das empresas no longo prazo.
Um dos principais desafios para as empresas que desejam realizar fusões e aquisições é a due diligence, processo de análise minuciosa das informações e dados da empresa alvo. Com a retomada das negociações, é fundamental que as empresas sejam rigorosas nesse processo, a fim de evitar surpresas desagradáveis no futuro. É importante que todas as informações sejam checadas e validadas, garantindo assim a segurança e a transparência do negócio.
Além disso, é fundamental que as empresas tenham um plano de integração pós-negócio bem estruturado. Muitas fusões e aquisições falham devido à falta de planejamento e à má gestão da integração das empresas envolvidas. É preciso que haja uma comunicação clara e eficiente entre as equipes, além de uma estratégia bem definida para garantir a sinergia e a eficiência do novo negócio.
Outro aspecto importante a ser considerado é a cultura organizacional das empresas envolvidas. É fundamental que haja uma compatibilidade entre as culturas das empresas, a fim de evitar conflitos e garantir a harmonia na nova organização. Além disso, é importante que haja uma preocupação com a retenção de talentos e a motivação dos colaboradores, que podem ser impactados por mudanças decorrentes da fusão ou aquisição.
Em resumo, a expectativa é de que o mercado de fusões e aquisições no Brasil retome seu crescimento nos próximos anos, impulsionado pela queda da taxa Selic, maior liquidez e busca por uma governança mais sólida. No entanto, é fundamental que as empresas estejam atentas aos desafios e riscos envolvidos nesse processo, adotando uma postura rigorosa na due diligence e planejando cuidadosamente a integração pós-negócio. Com uma abordagem estratégica e uma visão de longo prazo, as fusões e aquisições podem ser uma excelente oportunidade para as empresas fortalecerem sua posição no mercado e





