Pela segunda vez em sua história, a gigante do entretenimento Disney se prepara para uma mudança de liderança. Após quase 15 anos no comando, Bob Iger, um dos CEOs mais bem-sucedidos da empresa, entregará o bastão para seu sucessor, Bob Chapek. O anúncio surpreendeu muitos, já que Iger havia estendido seu contrato até 2021. No entanto, o que mais chamou a atenção foi a missão que Chapek terá pela frente: reinventar a Disney.
Essa não é uma tarefa fácil. Afinal, estamos falando de uma empresa com quase um século de existência, que se tornou sinônimo de entretenimento de qualidade e que possui um império que vai desde filmes e parques temáticos até streaming e produtos licenciados. Mas, para Iger, esse é o momento ideal para passar o bastão e confiar no novo líder.
Chapek não é um estranho para a Disney. Ele ingressou na empresa em 1993 e já ocupou diversos cargos, sendo o último como presidente dos parques temáticos. Seu trabalho nos parques foi considerado um sucesso, com um aumento de receita de 70% durante sua gestão. Além disso, Chapek é conhecido por sua habilidade de tomar decisões rápidas e sua visão estratégica. Essas qualidades o tornam um candidato forte para liderar essa nova fase da Disney.
Mas, qual será o maior desafio de Chapek? Certamente, será manter a Disney relevante em um mercado em constante mudança. Nos últimos anos, a indústria do entretenimento tem enfrentado grandes transformações. O avanço da tecnologia e a chegada de novos players, como a Netflix e a Amazon, têm mudado a forma como o público consome conteúdo. Além disso, a pandemia do COVID-19 trouxe uma série de desafios, como o fechamento dos parques e a interrupção das produções cinematográficas.
No entanto, Chapek não está sozinho nessa missão. Ele terá ao seu lado um time de executivos experientes e criativos, que certamente ajudarão a encontrar soluções inovadoras para enfrentar esses desafios. Além disso, a Disney possui um dos maiores e mais valiosos catálogos de conteúdo do mundo, com marcas como Marvel, Star Wars e Pixar. Com uma estratégia bem pensada, essas propriedades intelectuais podem ser exploradas de forma ainda mais eficiente.
Outro ponto importante é a expansão da plataforma de streaming da Disney, o Disney+. Lançado em novembro de 2019, o serviço já conta com mais de 100 milhões de assinantes em todo o mundo. Isso demonstra o potencial da empresa em se adaptar às mudanças do mercado e oferecer conteúdo de qualidade diretamente para o consumidor. Além disso, a recente aquisição da Fox pela Disney aumentou ainda mais o catálogo do Disney+, que agora conta com conteúdos da Marvel, Star Wars e National Geographic.
Mas, como qualquer grande mudança, essa transição também traz incertezas. Chapek terá que lidar com a pressão dos acionistas, que esperam resultados rápidos e lucrativos. No entanto, é importante lembrar que todo processo de reinvenção leva tempo e esforço. A Disney é uma empresa sólida e bem-sucedida, mas é preciso estar sempre atenta às transformações do mercado e buscar novas formas de se adaptar e inovar.
Não podemos prever o futuro, mas podemos confiar na capacidade de Chapek e da equipe Disney para enfrentar esse desafio. Além disso, temos o exemplo de Bob Iger, que liderou a empresa em uma fase de grande sucesso e expansão. Certamente, ele deixará um legado inspirador para o novo CEO

