O recente estudo divulgado pela consultora PwC revelou uma realidade preocupante para o mercado empresarial em Portugal: apenas 2% das empresas nacionais estão alocando mais de um quinto do seu orçamento para investir em Inteligência Artificial (IA). Esse número é significativamente inferior à média global de 15%, o que demonstra um desfasamento crítico no que diz respeito à adoção desta tecnologia no país.
A Inteligência Artificial é um tema cada vez mais presente nas discussões sobre o futuro da economia e do mercado de trabalho. Através dela, máquinas e sistemas são capazes de realizar tarefas que antes eram exclusivamente humanas, gerando maior eficiência e produtividade nas empresas. No entanto, apesar de todos os benefícios que a IA pode trazer, o estudo da PwC mostra que Portugal ainda não está acompanhando o ritmo de investimento em relação a outros países.
É fato que a IA ainda é uma tecnologia relativamente nova e em constante evolução. Porém, é necessário destacar que as empresas que já estão investindo nela estão obtendo resultados expressivos. De acordo com a PwC, as empresas que alocam mais de 20% do seu orçamento em IA têm uma vantagem competitiva significativa em relação às demais. Isso porque a IA pode ser aplicada em diversas áreas, como atendimento ao cliente, análise de dados, produção e logística, gerando maior eficiência e redução de custos.
Por que, então, a realidade em Portugal é tão diferente da média global? Uma das possíveis explicações é a falta de conhecimento e compreensão sobre o potencial da IA. Ainda existe um certo receio e desconhecimento sobre como essa tecnologia pode ser aplicada no contexto empresarial. Além disso, muitas empresas podem ter a falsa impressão de que o investimento em IA é algo inacessível e caro, o que não é necessariamente verdade.
Outro fator que pode estar contribuindo para o baixo investimento em IA é a atual situação econômica do país. Com a crise econômica e os desafios enfrentados pelas empresas, muitas podem estar priorizando outras áreas de investimento, deixando a IA em segundo plano. No entanto, é importante destacar que, justamente em momentos de crise, é essencial buscar soluções inovadoras e eficientes para se manter competitivo no mercado.
Diante deste cenário, é fundamental que as empresas portuguesas comecem a pensar em como podem incorporar a IA em suas estratégias de negócio. Não se trata de uma tendência passageira, mas sim de uma realidade cada vez mais presente e que veio para ficar. Aqueles que não acompanharem essa evolução correm o risco de ficarem para trás e perderem oportunidades valiosas.
Felizmente, já existem iniciativas governamentais e privadas para promover a adoção da IA em Portugal. O Programa INCoDe.2030, do Governo, tem como um dos seus objetivos promover a digitalização da economia e o desenvolvimento de competências digitais, incluindo a IA. Além disso, diversas empresas e startups estão investindo em soluções baseadas em IA, o que pode impulsionar a adoção desta tecnologia em outros setores.
Outro fator importante a ser destacado é o papel das universidades e centros de pesquisa no desenvolvimento da IA em Portugal. É necessário que haja uma maior aproximação entre o meio acadêmico e empresarial, criando oportunidades para que ideias e tecnologias possam ser aplicadas no mercado. Investir em parcerias e projetos de inovação pode ser um caminho para acelerar a adoção da IA no país.
E para aqueles que ainda têm dúvidas sobre os benefícios da IA, é importante ressaltar que ela não veio para




