O setor público brasileiro apresentou um déficit primário de R$ 55,021 bilhões em 2025, de acordo com dados divulgados recentemente. Este resultado considera as contas do governo central, estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobras e Eletrobras. O valor está em linha com as estimativas previstas e demonstra a importância de uma gestão responsável e eficiente das finanças públicas.
O déficit primário é a diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem considerar os gastos com juros da dívida pública. Ou seja, é um indicador que reflete a capacidade do governo de arrecadar recursos suficientes para cobrir suas despesas, sem recorrer a empréstimos. Quando o resultado é negativo, como aconteceu em 2025, significa que o governo gastou mais do que arrecadou.
No entanto, é importante destacar que este déficit é resultado de uma conjuntura econômica desafiadora, que tem impactado as contas públicas. Desde 2014, o Brasil enfrenta uma recessão econômica, que reduziu a arrecadação de impostos e aumentou os gastos com programas sociais, como o Bolsa Família e o seguro-desemprego. Além disso, o país também passou por uma crise política, que afetou a confiança dos investidores e prejudicou o crescimento econômico.
Apesar desses desafios, o resultado de 2025 é considerado positivo, pois está dentro das estimativas previstas pelo governo. Além disso, é importante ressaltar que o déficit primário é uma medida temporária e que o governo tem adotado medidas para equilibrar as contas públicas e retomar o crescimento econômico.
Uma das principais ações adotadas pelo governo para reduzir o déficit primário foi a reforma da Previdência, aprovada em 2024. A mudança nas regras de aposentadoria tem como objetivo reduzir os gastos com o pagamento de benefícios, que representam uma grande parcela das despesas públicas. Além disso, o governo também tem buscado aumentar a eficiência na gestão dos recursos públicos, com medidas de controle de gastos e combate à corrupção.
Outra medida importante para reduzir o déficit primário é o programa de privatizações e desestatização. O governo tem buscado vender empresas estatais e conceder à iniciativa privada a gestão de serviços públicos, como aeroportos e rodovias. Com isso, espera-se reduzir os gastos com a manutenção dessas empresas e aumentar a eficiência na prestação de serviços.
É importante destacar que a redução do déficit primário é fundamental para a estabilidade econômica do país. Quando o governo gasta mais do que arrecada, é necessário recorrer a empréstimos para cobrir o déficit. Isso aumenta a dívida pública e pode comprometer a capacidade do governo de investir em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.
Além disso, o déficit primário também afeta a confiança dos investidores e pode levar à elevação dos juros e à desvalorização da moeda. Com isso, o país fica menos atraente para investimentos estrangeiros e pode enfrentar dificuldades para retomar o crescimento econômico.
Portanto, o resultado do setor público em 2025, mesmo sendo um déficit, é considerado positivo, pois está dentro das expectativas e demonstra que o governo está buscando equilibrar as contas públicas. É importante que essas medidas sejam mantidas e que novas ações sejam adotadas para reduzir o déficit primário e retomar o crescimento econômico.
O Brasil tem um grande potencial





