No ano de 2025, o Brasil registrou um déficit em conta corrente abaixo do esperado, ficando em 3,02% do PIB. Para muitos especialistas, essa foi uma surpresa positiva, considerando o histórico recente do país, que enfrentou uma crise econômica e política que impactou diretamente suas contas externas.
Apesar do saldo negativo, que ficou acima do registrado em 2024, o resultado foi considerado satisfatório, uma vez que o déficit em conta corrente vem diminuindo gradativamente nos últimos anos. Esse cenário é fruto de uma série de medidas adotadas pelo governo para equilibrar as contas externas e estimular o crescimento econômico.
O déficit em conta corrente é a diferença entre o total de recursos que entra e sai do país, considerando transações comerciais, financeiras e de serviços. Em outras palavras, é o resultado da balança comercial somado ao saldo de serviços e transferências unilaterais (como remessas de dinheiro de brasileiros que vivem no exterior). Quando esse número é positivo, significa que o país está exportando mais do que importando, o que é considerado um indicador positivo para a economia.
Historicamente, o Brasil sempre apresentou déficits em conta corrente. Isso acontece porque somos um país que importa mais do que exporta, principalmente produtos de alto valor agregado, como máquinas e equipamentos. Além disso, temos um histórico de déficits em serviços, uma vez que dependemos de tecnologias e serviços prestados por empresas estrangeiras.
No entanto, nos últimos anos, o país tem trabalhado para diminuir esse déficit e tornar suas contas externas mais equilibradas. Em 2015, o déficit em conta corrente atingiu um recorde histórico, chegando a 4,3% do PIB. A partir daí, o governo adotou uma série de medidas para reverter esse cenário, como a redução de gastos com importações, incentivo às exportações e aumento do investimento estrangeiro direto (IED).
Um dos fatores que contribuiu para a melhora do resultado em 2025 foi a recuperação da economia. Após um período de estagnação, o Brasil voltou a crescer e, consequentemente, aumentou suas exportações. Outro fator importante foi a valorização do real em relação ao dólar, o que tornou as importações mais baratas e estimulou o consumo de produtos nacionais.
Além disso, o país também tem se beneficiado do aumento do preço das commodities no mercado internacional, uma vez que somos um dos principais produtores e exportadores de commodities agrícolas. Esse cenário favoreceu o resultado da balança comercial, que teve um superávit de US$ 58,3 bilhões em 2025.
Outra medida importante para equilibrar as contas externas foi a redução dos gastos com viagens internacionais. Com a pandemia da Covid-19, muitos brasileiros deixaram de viajar para o exterior, o que diminuiu as despesas com serviços no exterior e contribuiu para uma melhora no resultado final.
É importante ressaltar que o déficit em conta corrente não é necessariamente um indicador negativo. Muitos países, principalmente desenvolvidos, apresentam déficits em suas contas externas. No caso do Brasil, o desafio é manter o déficit em patamares sustentáveis, ou seja, sem comprometer a estabilidade econômica e cambial.
Para isso, é fundamental que o país continue atraindo investimentos estrangeiros e estimulando as exportações. Além disso, é preciso manter uma política econômica sólida e responsável, que garanta a estabilidade macroeconômica e a confiança dos investidores.
Em resumo, o resultado do déficit em conta corrente em 2025 foi melhor





