Nos últimos anos, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) tem sido um dos principais indicadores utilizados para medir a inflação no Brasil. E, na segunda prévia de janeiro, divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), podemos observar um avanço em todas as principais aberturas que compõem esse indicador.
Para entender melhor, o IGP-M é composto por três índices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M). E, de acordo com os dados divulgados pela FGV, o IGP-M teve uma aceleração de 0,44% na segunda prévia de janeiro, em comparação com o mês anterior, que registrou uma variação de apenas 0,14%.
Um dos principais responsáveis por esse avanço foi o IPA-M, que mede a variação dos preços no atacado. Esse índice passou de 0,12% em dezembro para 0,45% em janeiro, o que representa um aumento significativo. Esse resultado foi influenciado principalmente pela alta nos preços dos produtos agrícolas e industriais.
Outro fator que contribuiu para a aceleração do IGP-M foi o IPC-M, que mede a variação dos preços no varejo. Esse índice apresentou uma leve alta, passando de 0,28% em dezembro para 0,29% em janeiro. Entre os principais destaques desse índice estão os aumentos nos preços dos alimentos e dos transportes.
Já o INCC-M, que mede a variação dos custos da construção civil, apresentou uma desaceleração, passando de 0,19% em dezembro para 0,14% em janeiro. Esse resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços dos materiais e equipamentos.
Apesar da aceleração do IGP-M, é importante ressaltar que esse indicador ainda está abaixo da média dos últimos 12 meses, que é de 7,03%. Isso significa que a inflação ainda está controlada e não há motivos para preocupação. Além disso, a FGV também divulgou que o Índice de Confiança Empresarial (ICE) teve uma alta de 0,7% em janeiro, o que indica uma melhora na percepção dos empresários em relação à economia.
Esses dados são extremamente positivos e mostram que a economia brasileira está em um bom momento. O avanço do IGP-M é um reflexo do aumento da demanda interna e da retomada da atividade econômica. Além disso, esse resultado também é um indicativo de que o país está no caminho certo para a recuperação econômica.
Outro ponto importante a ser destacado é que a inflação está sendo controlada pelo Banco Central, que tem mantido a taxa básica de juros (Selic) em 2% ao ano. Essa medida tem sido fundamental para estimular o consumo e o investimento, sem comprometer o controle da inflação.
Com isso, podemos concluir que o avanço em todas as principais aberturas que compõem o IGP-M é um sinal de que a economia brasileira está se recuperando e que os investimentos estão voltando a crescer. Esse é um momento de otimismo e de confiança no futuro do país.
É importante ressaltar que, apesar dos desafios enfrentados em 2020, o Brasil tem mostrado sua resiliência e sua capacidade de superação. E os resultados positivos apresentados pelo IGP-M são mais uma prova disso. O país está em constante evolução e, com as medidas econômicas adotadas, tem tudo para continuar avançando.
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