No início de 2017, Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos com uma promessa de “América Primeiro”. Sua retórica protecionista e sua abordagem agressiva em relação ao comércio internacional preocuparam muitos países, especialmente aqueles da América Latina. No entanto, um ano após o início de seu segundo mandato, Trump surpreendeu o mundo ao mudar sua postura em relação à região, adotando uma nova Doutrina Monroe que redefiniu o comércio dos EUA e da América Latina.
A Doutrina Monroe, criada em 1823 pelo presidente James Monroe, afirmava que os Estados Unidos não permitiriam a interferência de potências europeias nos assuntos dos países da América Latina. No entanto, com a mudança de Trump, essa doutrina agora se concentra em manter a influência dos EUA na região, especialmente no que diz respeito ao comércio.
Uma das primeiras medidas tomadas pelo presidente foi a renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), que havia sido assinado em 1994 entre os EUA, o Canadá e o México. Trump alegou que o acordo era injusto para os Estados Unidos e ameaçou retirar-se dele. No entanto, após intensas negociações, um novo acordo foi alcançado em 2018, o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), que incluiu mudanças significativas nas políticas comerciais entre os três países.
Além disso, Trump também impôs tarifas sobre as importações de aço e alumínio de vários países, incluindo o México e o Brasil, o que gerou preocupações sobre uma possível guerra comercial. No entanto, essas tarifas foram suspensas após a assinatura do USMCA e, posteriormente, foram retiradas completamente.
Essas mudanças na política comercial dos EUA tiveram um impacto significativo na América Latina. Com a renegociação do NAFTA, o México se tornou o maior parceiro comercial dos Estados Unidos, superando o Canadá. Além disso, o USMCA incluiu disposições que beneficiam os produtores agrícolas dos EUA, o que pode levar a um aumento nas exportações de alimentos para o México.
No entanto, a mudança mais surpreendente na política comercial dos EUA em relação à América Latina foi a decisão de Trump de impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio do Brasil e do México. Isso levou os dois países a buscar novos parceiros comerciais, especialmente a China e a Europa.
A China tem sido um importante parceiro comercial da América Latina há muitos anos, principalmente devido à sua demanda por commodities, como soja e minério de ferro. Com a imposição de tarifas pelos EUA, os países latino-americanos se voltaram ainda mais para a China em busca de novas oportunidades comerciais. Além disso, a China tem investido em projetos de infraestrutura na região, o que tem impulsionado o crescimento econômico em vários países.
Da mesma forma, a Europa também tem sido um parceiro comercial importante para a América Latina, especialmente no setor agrícola. Com a incerteza em relação às políticas comerciais dos EUA, os países latino-americanos têm buscado fortalecer seus laços com a Europa, a fim de diversificar suas exportações e reduzir sua dependência dos Estados Unidos.
Essa mudança na política comercial dos EUA também teve um impacto positivo na economia da América Latina. Com a renegociação do NAFTA e a assinatura do USMCA, os investidores estrangeiros se sentem mais confiantes em investir na região, o que pode levar a um aumento no crescimento econômico e na criação de empregos.
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