O voto dos emigrantes tem sido um tema cada vez mais discutido nas eleições presidenciais em Portugal. Com a crescente comunidade portuguesa espalhada pelo mundo, o seu voto pode ser determinante para decidir quem passa à segunda volta. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) explica que, ao contrário do que acontece nas legislativas, nas presidenciais o voto dos eleitores recenseados no estrangeiro é presencial e é isso que torna todo o processo mais rápido.
Nas eleições legislativas, os emigrantes têm a opção de votar por correspondência, o que pode levar a atrasos e problemas logísticos. No entanto, nas eleições presidenciais, o voto é presencial, o que significa que os eleitores recenseados no estrangeiro podem votar diretamente nas embaixadas e consulados portugueses nos seus países de residência. Isso torna todo o processo mais rápido e eficiente, garantindo que o voto dos emigrantes seja contabilizado no mesmo dia das eleições em Portugal.
Segundo a CNE, nas últimas eleições presidenciais em 2016, cerca de 1,5 milhões de eleitores estavam recenseados no estrangeiro, representando cerca de 15% do total de eleitores. Este número tem vindo a aumentar ao longo dos anos, mostrando a importância do voto dos emigrantes nas decisões políticas do país.
Além disso, o voto dos emigrantes pode ser determinante para decidir quem passa à segunda volta das eleições presidenciais. Com a possibilidade de haver uma maior dispersão de votos entre os candidatos, o voto dos emigrantes pode ser o fator decisivo para definir quem irá disputar a segunda volta. Isso mostra a importância de cada voto e como os emigrantes têm um papel fundamental no processo democrático em Portugal.
É importante ressaltar que o voto dos emigrantes é um direito conquistado com a alteração da lei eleitoral em 2011, que permitiu o recenseamento automático dos portugueses residentes no estrangeiro. Antes disso, apenas os portugueses que se encontravam temporariamente no estrangeiro, por motivos de estudo ou trabalho, podiam votar nas eleições presidenciais.
Com o recenseamento automático, os portugueses que vivem no estrangeiro têm agora a oportunidade de exercer o seu direito de voto e participar ativamente nas decisões políticas do país. Isso mostra um avanço significativo na inclusão dos emigrantes no processo democrático e na valorização da sua opinião e contribuição para o futuro de Portugal.
Além disso, o voto dos emigrantes também é importante para garantir uma maior representatividade no parlamento. Com a possibilidade de eleger deputados pelo círculo eleitoral da Europa, os emigrantes têm a oportunidade de ter uma voz ativa na Assembleia da República e defender os seus interesses e necessidades.
No entanto, apesar dos avanços na inclusão dos emigrantes no processo eleitoral, ainda existem alguns desafios a serem superados. Um deles é a dificuldade de recenseamento dos portugueses que vivem em países onde não existem embaixadas ou consulados portugueses. A CNE tem trabalhado para encontrar soluções para este problema, como a possibilidade de recenseamento online, mas ainda há muito a ser feito para garantir que todos os emigrantes tenham a oportunidade de exercer o seu direito de voto.
Em suma, o voto dos emigrantes tem um papel fundamental nas eleições presidenciais em Portugal. Com a possibilidade de ser determinante para decidir quem passa à segunda
