Movimentação pode ter sido causada pela liberação momentânea das chamadas “retenciones” do agronegócio pelo governo argentino
No mês de setembro, a China se tornou o maior parceiro comercial da Argentina, ultrapassando o Brasil. Essa mudança pode ter sido impulsionada pela liberação momentânea das chamadas “retenciones” do agronegócio pelo governo argentino.
As “retenciones” são impostos sobre as exportações de produtos agrícolas, que foram implementados pelo governo argentino em 2002 como uma forma de aumentar a arrecadação e controlar a inflação. No entanto, essa medida acabou prejudicando o setor agrícola do país, que é um dos principais motores da economia argentina.
Com a chegada do novo governo, liderado pelo presidente Alberto Fernández, em dezembro de 2019, a Argentina começou a adotar uma postura mais favorável ao agronegócio. Em setembro deste ano, o governo anunciou a liberação temporária das “retenciones” para o setor, como forma de estimular as exportações e impulsionar a economia do país.
Essa medida foi bem recebida pelos produtores rurais, que viram uma oportunidade de aumentar suas vendas e recuperar as perdas causadas pelas “retenciones”. Além disso, a liberação também atraiu a atenção dos compradores internacionais, como a China, que buscam produtos agrícolas de qualidade e a preços competitivos.
A China é um dos principais parceiros comerciais da Argentina, principalmente no que diz respeito às exportações de produtos agrícolas. Com a liberação das “retenciones”, o país asiático viu uma oportunidade de ampliar suas compras e, consequentemente, se tornou o maior parceiro comercial da Argentina em setembro deste ano.
Essa movimentação é extremamente positiva para a economia argentina, pois mostra que o país está se recuperando dos impactos causados pela pandemia da COVID-19 e pelas medidas adotadas pelo governo anterior. Além disso, a China é um importante mercado consumidor, o que pode impulsionar ainda mais as exportações argentinas e gerar mais empregos e renda para o país.
É importante ressaltar que essa mudança não significa uma perda de parceria com o Brasil. Pelo contrário, os dois países têm uma relação comercial sólida e é benéfico para ambos terem mais de um parceiro comercial forte. Além disso, a Argentina e o Brasil são membros do Mercosul, o que facilita o comércio entre os dois países e fortalece a economia da região.
Com a liberação das “retenciones” e a chegada de novos investimentos estrangeiros, a Argentina está dando um importante passo para se recuperar economicamente e se tornar um país ainda mais forte e competitivo. Além disso, essa medida também mostra que o governo está comprometido em adotar políticas que beneficiem todos os setores da economia, incluindo o agronegócio.
Portanto, a movimentação que colocou a China como maior parceiro comercial da Argentina em setembro é um reflexo das mudanças positivas que estão acontecendo no país. É um sinal de que a Argentina está no caminho certo para se tornar uma potência econômica na América Latina e que o agronegócio continuará sendo um dos principais pilares dessa jornada.




