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Juro alto, risco fiscal e spreads baixos colocam crédito privado sob ameaça, diz Nord

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Juro alto, risco fiscal e spreads baixos colocam crédito privado sob ameaça, diz Nord

Nos últimos meses, a política econômica brasileira tem sido pautada por um aumento constante da taxa básica de juros, a Selic. Esta decisão tem sido vista com preocupação por alguns especialistas, como é o caso de Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos. Segundo ela, a manutenção de uma Selic alta pode trazer consequências negativas para o mercado de crédito privado, com o surgimento de “eventos de crédito” que podem afetar empresas como Ambipar, Braskem, Lojas Americanas e Light.

Para entender melhor essa questão, é importante primeiro explicar o que é crédito privado. Trata-se de um tipo de investimento em que o investidor empresta dinheiro diretamente para empresas, ao invés de aplicar em títulos públicos. Geralmente, esse tipo de investimento oferece uma rentabilidade maior que a renda fixa tradicional, mas também possui um risco maior, já que a empresa pode não honrar o pagamento do empréstimo. Por isso, é fundamental que o investidor analise cuidadosamente a saúde financeira da empresa em que está investindo.

No entanto, de acordo com Marília Fontes, a combinação de juros altos, risco fiscal e spreads baixos tem colocado o mercado de crédito privado sob ameaça. Isso significa que os juros cobrados pelas empresas para captar recursos estão ficando cada vez mais altos, ao mesmo tempo em que a rentabilidade oferecida aos investidores está diminuindo. Isso pode gerar um desequilíbrio entre os pagamentos recebidos e as despesas financeiras, o que pode levar a uma situação de inadimplência.

Um exemplo recente desse fenômeno foi o caso da Ambipar, empresa de gestão ambiental que enfrentou dificuldades para honrar seus compromissos financeiros e acabou pedindo recuperação judicial em abril deste ano. Segundo a Nord Investimentos, a empresa estava com uma alavancagem muito alta, ou seja, possuía um nível elevado de endividamento em relação ao seu patrimônio. Com a taxa Selic em alta, a situação se tornou ainda mais desafiadora para a empresa, que viu seus custos financeiros aumentarem.

Outra empresa que também vem sofrendo com a pressão dos juros é a Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. Em seu último balanço, a empresa apresentou um prejuízo de R$ 2,5 bilhões, resultado principalmente do aumento dos custos financeiros devido à alta dos juros. A empresa também enfrenta o desafio de reduzir sua alavancagem, que está em um nível considerado elevado pelos analistas.

Não são apenas empresas de grande porte que estão sendo afetadas por esse cenário. Lojas Americanas e Light, por exemplo, também estão entre as companhias citadas pela Nord Investimentos como potenciais “eventos de crédito” em caso de manutenção da Selic em patamares elevados. Isso porque ambas possuem uma alavancagem considerada alta e também enfrentam dificuldades em seus respectivos setores.

Diante desse cenário, a Nord Investimentos alerta que é preciso ter cautela ao investir em crédito privado. É fundamental analisar cuidadosamente a saúde financeira das empresas e diversificar a carteira de investimentos, buscando também opções mais seguras e líquidas. Além disso, é importante ficar atento às movimentações do Banco Central em relação à taxa Selic, que pode influenciar diretamente a rentabilidade desses investimentos.

Por outro lado, o aumento dos juros também pode ser visto como uma oportunidade para os investidores que buscam diversificar suas aplicações e estão dispostos a assumir um risco maior. Com a Selic em alta, os juros oferecidos pelos investimentos de rend

Tags: Prime Plus
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