O mundo político português está de luto com a notícia do falecimento de Francisco Pinto Balsemão, antigo primeiro-ministro e fundador do Partido Social Democrata (PSD). Aos 88 anos, Balsemão deixou um legado de dedicação e serviço ao país, sendo lembrado por muitos como um homem íntegro e visionário.
A notícia do seu falecimento foi confirmada esta terça-feira, deixando amigos, familiares e colegas de partido em choque e tristeza. Entre as muitas homenagens e recordações que têm surgido, destaca-se a de João Soares, filho do também histórico político português, Mário Soares.
Em declarações à Renascença, João Soares recordou uma história que marcou a relação entre Balsemão e o seu pai. Segundo o socialista, quando Mário Soares estava exilado em França, recebeu uma carta da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) que o acusava de traição e o ameaçava de morte. No entanto, a carta era falsa e tinha sido enviada por Balsemão, que na altura era diretor do jornal Expresso.
Esta carta acabou por aproximar os dois políticos, que até então tinham visões políticas diferentes. Mário Soares, que era um dos líderes da oposição ao regime ditatorial de Salazar, e Balsemão, que era um jovem empresário e apoiante do regime, acabaram por se unir na luta pela liberdade e democracia em Portugal.
Esta união foi fundamental para a construção do PSD, que viria a ser um dos principais partidos políticos em Portugal após a Revolução dos Cravos em 1974. Balsemão foi um dos fundadores do partido e ocupou o cargo de primeiro-ministro entre 1981 e 1983, deixando a sua marca na história política do país.
Além da sua carreira política, Balsemão também se destacou como empresário e jornalista. Foi um dos responsáveis pela modernização da comunicação social em Portugal, tendo sido o fundador do jornal Expresso e da SIC, um dos principais canais de televisão do país.
A sua visão empreendedora e inovadora foi reconhecida por muitos, sendo considerado um dos principais impulsionadores da economia portuguesa. Balsemão foi também um defensor da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão, tendo sido um dos principais opositores à censura durante o regime ditatorial.
A sua morte deixa um vazio na política portuguesa, mas o seu legado continuará a ser lembrado e honrado por todos aqueles que o conheceram e trabalharam com ele. Balsemão deixa um exemplo de dedicação e serviço ao país, sendo um símbolo de coragem e determinação na luta pela liberdade e democracia.
As redes sociais têm sido inundadas com mensagens de pesar e homenagens a Balsemão, com muitos políticos e figuras públicas a destacarem a sua importância na história de Portugal. O atual líder do PSD, Rui Rio, afirmou que Balsemão foi um “homem de grande visão e coragem” e que o seu legado “perdurará para sempre”.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também prestou homenagem a Balsemão, destacando a sua “contribuição decisiva para a democracia portuguesa”. O primeiro-ministro, António Costa, afirmou que Balsemão foi um “grande servidor do país” e que a sua morte é uma “perda irreparável”.
Francisco Pinto Balsemão deixa um legado de coragem, determinação e dedicação ao país. A sua morte é uma perda para Portugal,





