O SINDEL – Sindicato Nacional da Indústria e da Energia – vem a público alertar para as possíveis consequências das novas propostas da Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjunto com a Comissão Europeia, para o emprego e a economia portuguesa. O sindicato faz um apelo ao Governo para que tome uma posição em relação a essas propostas, que podem afetar diretamente o sustento das famílias portuguesas.
Em um comunicado oficial, o SINDEL ressalta que não questiona a importância da saúde pública, mas que é preciso encontrar um equilíbrio entre as medidas de prevenção e o impacto na economia e no emprego. O sindicato representa trabalhadores de diversos setores, como a indústria, a energia e as telecomunicações, e está preocupado com as possíveis consequências dessas propostas para esses setores e para a população em geral.
A OMS e a Comissão Europeia têm apresentado propostas que visam a redução da exposição a substâncias químicas nocivas no ambiente de trabalho. No entanto, o SINDEL alerta que essas propostas podem levar a uma redução drástica na produção e no emprego, especialmente em setores que dependem dessas substâncias para a sua atividade. Além disso, o sindicato destaca que a implementação dessas medidas pode ser extremamente custosa para as empresas, o que pode levar a um aumento nos preços dos produtos e serviços oferecidos, afetando diretamente o bolso dos consumidores.
O SINDEL também ressalta que, em um momento de crise econômica e alta taxa de desemprego, é fundamental que o Governo adote medidas que estimulem a criação de empregos e o crescimento da economia. As propostas da OMS e da Comissão Europeia, se implementadas sem um estudo aprofundado de seus impactos, podem ter um efeito contrário, levando a uma redução no número de postos de trabalho e a um enfraquecimento da economia portuguesa.
O sindicato destaca ainda que, além do impacto direto no emprego, essas propostas podem afetar também a competitividade das empresas portuguesas no mercado internacional. Com custos mais elevados e uma produção reduzida, as empresas podem perder espaço para concorrentes de outros países, o que pode ter um impacto negativo na balança comercial e na economia do país como um todo.
Diante dessa situação, o SINDEL faz um apelo ao Governo para que tome uma posição em relação a essas propostas e defenda os interesses dos trabalhadores e das empresas portuguesas. O sindicato sugere que sejam realizados estudos aprofundados sobre os impactos dessas medidas e que sejam buscadas soluções que garantam a saúde dos trabalhadores sem comprometer a economia e o emprego.
É importante ressaltar que o SINDEL não é contra medidas de prevenção e proteção da saúde dos trabalhadores, mas defende que essas medidas sejam implementadas de forma equilibrada e responsável, levando em consideração os impactos econômicos e sociais. O sindicato também se coloca à disposição para dialogar e colaborar com o Governo e demais entidades envolvidas na busca por soluções que beneficiem tanto a saúde quanto a economia do país.
Em tempos de incertezas e desafios, é fundamental que haja união e diálogo entre todos os setores da sociedade para enfrentar os problemas e encontrar soluções que beneficiem a todos. O SINDEL acredita que, com um trabalho conjunto e responsável, é possível garantir a saúde dos trabalhadores sem prejudicar a economia e o emprego em Portugal.





