A confiança na construção civil é um indicador importante para medir a saúde e o desempenho do setor. E, infelizmente, os últimos dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que houve uma queda de 1,2 ponto em dezembro, atingindo o menor nível desde maio de 2021. Essa notícia pode ser preocupante para alguns, mas é importante analisar os motivos por trás dessa queda e como o setor tem se comportado nos últimos meses.
De acordo com a FGV, essa queda na confiança da construção reflete uma piora tanto no momento presente quanto nas expectativas futuras do setor. Isso significa que os empresários e profissionais da construção estão menos otimistas em relação ao cenário atual e também estão mais cautelosos em relação ao futuro. No entanto, é importante destacar que, apesar dessa queda, a utilização da capacidade do setor avançou em dezembro, o que pode ser um sinal positivo para os próximos meses.
Mas o que pode ter causado essa piora na confiança da construção? Um dos fatores pode ser a instabilidade política e econômica que o país tem enfrentado nos últimos anos. A incerteza em relação às reformas e medidas do governo pode gerar insegurança nos empresários e investidores, afetando diretamente o setor da construção. Além disso, a pandemia da Covid-19 também teve um impacto significativo na economia e, consequentemente, na construção civil.
No entanto, é importante ressaltar que o setor da construção tem mostrado resiliência e tem se adaptado às mudanças e desafios impostos pela pandemia. Mesmo com todas as dificuldades, o setor tem se mantido em atividade e tem contribuído para a retomada da economia. Além disso, o avanço na utilização da capacidade em dezembro é um sinal de que o setor está se recuperando e pode ter um desempenho melhor nos próximos meses.
Outro fator que pode ter contribuído para a queda na confiança é a alta nos preços dos materiais de construção. Com a demanda aquecida e a escassez de alguns insumos, os preços têm subido, o que pode impactar nos custos das obras e nos lucros das empresas. No entanto, é importante destacar que essa alta nos preços é um reflexo da retomada da atividade econômica e, consequentemente, do aumento da demanda por materiais de construção.
Apesar desses desafios, é importante manter uma visão otimista em relação ao setor da construção. Afinal, a construção civil é um dos motores da economia brasileira e tem um papel fundamental na geração de empregos e no desenvolvimento do país. Além disso, o setor tem se mostrado resiliente e tem se adaptado às mudanças e desafios impostos pela pandemia.
É importante também destacar que o governo tem adotado medidas para impulsionar o setor da construção, como o programa Casa Verde e Amarela, que tem como objetivo facilitar o acesso à moradia e estimular a construção de novas unidades habitacionais. Além disso, o governo tem sinalizado a retomada de investimentos em infraestrutura, o que pode impulsionar ainda mais o setor.
Portanto, apesar da queda na confiança da construção em dezembro, é importante manter uma visão positiva e acreditar no potencial do setor. A utilização da capacidade em alta e as medidas adotadas pelo governo são sinais de que o setor pode se recuperar e ter um desempenho melhor nos próximos meses. E, mais do que nunca, é importante que os empresários e profissionais da construção trabalhem juntos para superar os desafios




