No último dia 27 de novembro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista coletiva de imprensa após sua participação na 6ª Cúpula de Líderes do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), evento que aconteceu à margem da Cúpula de Líderes do G20 em Johanesburgo. Durante a coletiva, Lula abordou diversos assuntos, entre eles o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que pode ser assinado no próximo dia 20 de dezembro.
O ex-presidente, que foi um dos principais responsáveis pela criação do IBAS em 2003, destacou a importância do fórum para o fortalecimento das relações entre os três países e para a busca de soluções conjuntas para desafios globais. Lula ressaltou que o IBAS é um exemplo de cooperação Sul-Sul e que tem o potencial de se tornar uma força ainda maior no cenário internacional.
Durante sua participação na cúpula, Lula também teve a oportunidade de se reunir com líderes de outros países, como o presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Ele aproveitou esses encontros para discutir questões econômicas e políticas, além de reforçar a importância da cooperação entre os países em desenvolvimento.
No entanto, um dos assuntos mais comentados na coletiva de imprensa foi o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que está em negociação há mais de 20 anos. Lula afirmou que, durante sua gestão, o Brasil avançou nas negociações e que agora, com o governo de Jair Bolsonaro, o acordo pode finalmente ser assinado.
O ex-presidente se mostrou otimista em relação à assinatura do acordo, que pode trazer diversos benefícios para a economia brasileira, como a redução de tarifas e a abertura de novos mercados. Lula ressaltou que o acordo é uma oportunidade para o Brasil se tornar um ator ainda mais relevante no comércio internacional e que é preciso aproveitar essa chance.
Além disso, Lula destacou que o acordo também pode ser uma forma de fortalecer a relação entre o Mercosul e a União Europeia, que enfrentam desafios em suas respectivas regiões. Ele acredita que a parceria pode ser benéfica para ambos os lados e que é preciso trabalhar em conjunto para superar as dificuldades.
Durante a coletiva, Lula também foi questionado sobre sua possível candidatura à presidência em 2022. Ele afirmou que ainda é cedo para falar sobre isso e que seu foco no momento é lutar pela sua inocência e pela anulação das condenações que recebeu na Operação Lava Jato. No entanto, ele não descartou a possibilidade de voltar à política e afirmou que continuará lutando pelo povo brasileiro.
A entrevista coletiva de Lula foi marcada por um tom positivo e motivador. O ex-presidente mostrou-se confiante em relação ao futuro do país e destacou a importância da união entre os países em desenvolvimento para enfrentar os desafios globais. Ele também reforçou a necessidade de se investir em políticas sociais e de combater a desigualdade, que ainda é um grande problema no Brasil e em outros países.
Em um momento em que o mundo enfrenta diversas crises, como a pandemia do novo coronavírus e a crise climática, é fundamental que líderes como Lula trabalhem em conjunto para encontrar soluções e promover um desenvolvimento mais justo e sustentável. A coletiva de imprensa de Lula mostrou que, mesmo fora do





