O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, considerou o anúncio feito pelo governo dos Estados Unidos de reduzir tarifas de importação de produtos brasileiros como um avanço concreto na renovação da agenda bilateral entre os dois países. A medida foi anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, durante a cúpula do G20, realizada no último final de semana, em Buenos Aires.
De acordo com a CNI, a redução das tarifas para importação de aço e alumínio brasileiros de 25% para 10% e de 10% para 0%, respectivamente, é um passo importante para melhorar a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional. Além disso, o anúncio mostra uma disposição do governo americano em trabalhar em conjunto com o Brasil para fortalecer as relações comerciais entre os dois países.
Para o presidente da CNI, essa é uma notícia animadora e que deve ser celebrada por toda a indústria brasileira. Segundo Andrade, a redução de tarifas de importação era uma demanda antiga da entidade e que finalmente está sendo atendida. Ele ressalta que isso irá abrir novas oportunidades para as empresas brasileiras, além de estimular a produção e o investimento no país.
A negociação para a redução de tarifas entre Brasil e Estados Unidos se arrastava desde março deste ano, quando Trump anunciou as sobretaxas sobre o aço e o alumínio brasileiros. Na época, a CNI e demais entidades do setor produtivo brasileiro manifestaram preocupação e pressionaram o governo brasileiro a tomar medidas para reverter a decisão americana.
Agora, com o anúncio da redução de tarifas, a expectativa é que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos se fortaleça ainda mais. As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 25,5 bilhões em 2017, enquanto as importações totalizaram US$ 27,5 bilhões. A balança comercial entre os dois países é deficitária para o Brasil, mas a redução de tarifas pode equilibrar esse cenário.
Além disso, a CNI acredita que essa decisão do governo americano pode abrir espaço para uma possível negociação de um acordo de livre comércio entre os dois países. Atualmente, o Brasil não possui nenhum acordo do tipo com os Estados Unidos, enquanto países como México e Canadá já possuem tratados comerciais com o país norte-americano.
Segundo a CNI, um acordo de livre comércio entre Brasil e Estados Unidos poderia trazer inúmeros benefícios para a economia brasileira, como o aumento das exportações, a atração de investimentos estrangeiros e a modernização da indústria nacional. Além disso, a medida poderia melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado global.
O presidente da CNI ressalta que, para alcançar um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, é necessário que o Brasil passe por uma reforma tributária e trabalhista, além de melhorar sua infraestrutura e aumentar a eficiência da indústria. Para ele, essa é uma oportunidade de modernizar o setor produtivo brasileiro e torná-lo mais competitivo.
Em resumo, o anúncio feito pelo governo americano de reduzir as tarifas de importação de produtos brasileiros é um avanço significativo na renovação da agenda bilateral entre os dois países. Além de ser um grande passo para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, a medida pode abrir espaço para a negociação de um acordo de livre comércio entre Brasil e Estados Unidos, trazendo inúmeros benefícios para a economia brasileira. A CNI acredita que essa é uma oportunidade única para o Brasil fortalecer sua





