Pequim, a capital da China, está pronta para defender seus direitos e interesses comerciais caso os Estados Unidos insistam em avançar com as investigações e impor medidas restritivas. Essa foi a declaração do porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng, em uma coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira (27).
A tensão entre as duas maiores economias do mundo tem aumentado nos últimos meses, com a imposição de tarifas comerciais por parte dos Estados Unidos e a retaliação da China. No entanto, Pequim afirma ter cumprido suas obrigações comerciais com os EUA e adverte que novas tarifas podem prejudicar ainda mais as relações comerciais entre os dois países.
De acordo com Gao Feng, a China tem sido um parceiro comercial confiável e responsável, cumprindo seus compromissos e promovendo o comércio justo e livre. Ele também destacou que a China é o maior mercado de exportação para os Estados Unidos, com um superávit comercial de US$ 323 bilhões em 2018.
No entanto, os Estados Unidos têm acusado a China de práticas comerciais desleais, como a transferência forçada de tecnologia e o roubo de propriedade intelectual. Essas acusações levaram à imposição de tarifas sobre bilhões de dólares em produtos chineses, o que gerou uma guerra comercial entre os dois países.
A China tem respondido com medidas retaliatórias, impondo tarifas sobre produtos americanos, como soja, carne suína e automóveis. Além disso, o país também tem buscado diversificar suas fontes de importação, reduzindo sua dependência dos Estados Unidos.
No entanto, Gao Feng enfatizou que a China está disposta a resolver as disputas comerciais através do diálogo e da negociação, mas não hesitará em defender seus interesses se os Estados Unidos insistirem em impor mais tarifas.
Essa postura firme da China é compreensível, uma vez que o país tem sido um dos principais motores do crescimento econômico global nas últimas décadas. Além disso, a China tem se esforçado para se tornar uma economia mais aberta e transparente, implementando reformas e abrindo seu mercado para investidores estrangeiros.
No entanto, a escalada da guerra comercial com os Estados Unidos tem gerado incertezas e impactado negativamente a economia chinesa. O crescimento do país desacelerou para 6,2% no segundo trimestre deste ano, o ritmo mais lento em quase três décadas.
Por isso, é importante que os dois países encontrem uma solução para suas disputas comerciais, de forma a evitar maiores danos à economia global. A China tem demonstrado sua disposição em negociar, mas também está preparada para se defender caso seja necessário.
Além disso, é importante ressaltar que a China não é a única responsável pelas tensões comerciais com os Estados Unidos. Ambos os países têm suas parcelas de culpa e é necessário que haja um esforço conjunto para encontrar uma solução que beneficie ambas as partes.
No final das contas, o que importa é que a China e os Estados Unidos são parceiros comerciais importantes e suas economias estão interligadas. É do interesse de ambos os países e do mundo todo que eles mantenham uma relação comercial saudável e equilibrada.
Portanto, é hora de deixar de lado as diferenças e trabalhar juntos para encontrar uma solução que beneficie a todos. A China está pronta para cumprir seus compromissos e defender seus interesses, mas também está aberta ao diálogo e à cooperação. Esperamos que os Estados Unidos também estejam dispostos a fazer o mesmo.





