No início deste mês, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu derrubar as tarifas impostas pelo governo americano sobre importações de aço e alumínio de outros países. A decisão foi vista como uma grande derrota para a política comercial do presidente Donald Trump, que havia implementado essas tarifas como forma de proteger a indústria nacional e reduzir o déficit comercial do país. No entanto, a XP Investimentos, uma das maiores corretoras de valores do Brasil, afirma que essa decisão não significa o fim do uso de tarifas como ferramenta da política comercial.
A decisão da Suprema Corte foi motivada por uma ação movida pela União Europeia contra as tarifas impostas pelo governo americano em 2018. De acordo com a União Europeia, as tarifas eram injustas e violavam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). A Suprema Corte concordou, afirmando que o presidente Trump havia ultrapassado seus poderes ao impor essas tarifas sem a aprovação do Congresso.
Com essa decisão, as tarifas impostas sobre as importações de aço e alumínio de outros países serão removidas, o que pode abrir caminho para novas negociações comerciais entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais. No entanto, a XP Investimentos acredita que a política comercial do governo americano não será afetada a longo prazo.
“Acreditamos que, apesar da decisão da Suprema Corte, o governo dos Estados Unidos continuará a usar tarifas como ferramenta da política comercial. Essa decisão não significa o fim do protecionismo nos Estados Unidos, mas sim uma mudança na forma como as tarifas serão implementadas”, afirma a XP em nota.
De fato, durante a campanha presidencial, o presidente eleito Joe Biden prometeu não acabar com as tarifas impostas por seu antecessor, mas sim revisá-las e torná-las mais estratégicas. Isso significa que o governo Biden pode impor tarifas sobre produtos de outros países, mas de uma forma mais direcionada e com objetivos específicos, em vez de uma abordagem geral.
Além disso, a XP acredita que a decisão da Suprema Corte pode até fortalecer a posição dos Estados Unidos em futuras negociações comerciais. “Com a remoção dessas tarifas, os Estados Unidos podem se mostrar mais abertos e dispostos a negociar acordos comerciais com seus parceiros. Isso pode ajudar a reforçar a posição do país no cenário global e melhorar a sua imagem perante outros países”, explica a nota da XP.
A decisão da Suprema Corte também pode ser vista como um sinal para outros países que desejam impor tarifas sobre produtos americanos. Com essa decisão, a União Europeia pode se sentir mais encorajada a retaliar as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre seus produtos, abrindo espaço para uma possível guerra comercial entre os dois blocos.
No entanto, a XP acredita que é pouco provável que isso aconteça. “Apesar da possibilidade de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, acreditamos que as duas partes terão interesse em chegar a um acordo e evitar esse tipo de confronto. É importante lembrar que a economia global ainda se recupera dos impactos da pandemia e uma guerra comercial seria prejudicial para todos os envolvidos”, destaca a XP.
A decisão da Suprema Corte também levanta a questão sobre como as negociações comerciais serão conduzidas a partir de agora. Com a remoção das tarifas, as negociações podem se tornar mais complexas e demoradas, uma vez que não há mais a ameaça de tarifas para forçar um acordo. Mas





