Com a economia ainda se recuperando dos impactos da pandemia, um dos principais desafios enfrentados pelos países é o controle da inflação. No Brasil, a alta dos preços tem sido uma preocupação constante, afetando diretamente o poder de compra da população e a estabilidade econômica do país.
Em meio a esse cenário, o presidente do Federal Reserve (Fed), Thomas Schmid, afirmou recentemente que a demanda está superando a oferta em grande parte da economia. Em outras palavras, a procura por produtos e serviços está maior do que a capacidade de produção, o que contribui para o aumento dos preços.
Essa declaração de Schmid reforça a importância de se discutir a questão da produtividade no combate à inflação. Afinal, se a oferta não acompanha a demanda, é preciso aumentar a eficiência e a eficácia da produção para equilibrar o mercado e evitar pressões inflacionárias.
No entanto, o presidente do Fed ressalta que é muito cedo para esperar que a produtividade seja a solução para a inflação elevada. Isso porque, segundo ele, a recuperação econômica ainda está em andamento e há muitos fatores que podem influenciar nesse processo.
Um desses fatores é a escassez de matérias-primas e insumos, que tem sido um desafio para diversos setores da economia. Com a retomada da demanda, muitas empresas se viram diante de uma falta de suprimentos, o que impactou diretamente a produção e os preços dos produtos finais.
Além disso, a pandemia também trouxe mudanças no comportamento do consumidor, que passou a priorizar determinados produtos e serviços, gerando uma demanda maior em alguns setores e uma queda em outros. Essa mudança repentina pode ter afetado a capacidade de produção das empresas, que precisaram se adaptar rapidamente às novas demandas.
Outro ponto importante destacado por Schmid é a questão dos gargalos na infraestrutura. Em muitos países, incluindo o Brasil, a falta de investimentos em infraestrutura pode limitar a capacidade produtiva e, consequentemente, contribuir para a alta dos preços.
Diante desse cenário, é preciso que os governos e as empresas atuem de forma conjunta para resolver esses problemas e aumentar a produtividade da economia. Investimentos em infraestrutura, incentivos fiscais para a modernização das empresas e ações para melhorar a gestão e a eficiência das cadeias produtivas são algumas medidas que podem ser adotadas.
Além disso, é importante que as empresas também busquem formas de aumentar sua produtividade interna, por meio de investimentos em tecnologia, treinamento e capacitação de funcionários, e adoção de práticas de gestão mais eficientes.
É preciso destacar que a produtividade não é um problema exclusivo do setor privado. O setor público também tem um papel fundamental nesse processo, por meio de políticas que incentivem o desenvolvimento econômico e a melhoria do ambiente de negócios.
No entanto, é importante ressaltar que o aumento da produtividade não é uma solução imediata para a inflação elevada. É um processo que demanda tempo e investimentos, mas que trará resultados positivos a longo prazo.
Enquanto isso, é necessário que o Banco Central continue atento e atuante no controle da inflação, por meio da política monetária e da manutenção da taxa básica de juros em patamares adequados.
Em resumo, a declaração de Schmid, do Fed, reforça a importância de se discutir a questão da produtividade no combate à inflação elevada. É preciso que governos e empresas atuem de forma conjunta para

