O ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato à presidência, Fernando Haddad, se pronunciou recentemente sobre a indicação de Guilherme Mello para o Banco Central. Em entrevista ao portal InfoMoney, Haddad defendeu a escolha de Mello e afirmou que a reação ao seu nome foi “muito pior” do que ele esperava.
Haddad deixou claro que não se trata de uma indicação formal, mas sim de uma sugestão encaminhada para avaliação. Ele ressaltou que Mello é um economista renomado e com vasta experiência no mercado financeiro, o que o torna apto para ocupar o cargo no BC.
A reação negativa ao nome de Mello se deu principalmente por ele ser considerado um “outsider” no mundo político. No entanto, Haddad acredita que essa é uma característica positiva, pois traz uma visão diferente e mais técnica para a equipe econômica do governo.
O ex-prefeito também destacou que a escolha de Mello foi feita em conjunto com outros economistas, como o ex-ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola. Segundo Haddad, a indicação de Mello foi baseada em critérios técnicos e não em indicações políticas.
Além disso, Haddad ressaltou que Mello é um defensor da independência do Banco Central, o que é fundamental para a estabilidade econômica do país. Ele também destacou que o economista tem uma visão mais progressista e preocupada com a inclusão social, o que pode trazer um equilíbrio para as políticas econômicas do governo.
Diante das críticas e da resistência de alguns setores, Haddad defendeu que é preciso dar uma chance para que Mello mostre seu trabalho e suas ideias. Ele acredita que o economista tem muito a contribuir para o desenvolvimento do país e que sua indicação pode ser um passo importante para a retomada do crescimento econômico.
Haddad também aproveitou a oportunidade para reforçar a importância de uma equipe econômica plural e com diferentes visões. Ele ressaltou que é preciso deixar de lado as polarizações e trabalhar em conjunto para encontrar soluções para os desafios econômicos do país.
Por fim, o ex-prefeito enfatizou que a indicação de Mello não é uma decisão final e que ainda há um processo de avaliação a ser feito. Ele pediu que as críticas sejam construtivas e que todos tenham uma postura mais aberta e colaborativa em relação à escolha do novo membro do Banco Central.
Em resumo, a defesa de Haddad em relação à indicação de Guilherme Mello para o Banco Central é baseada em critérios técnicos e na crença de que o economista pode contribuir para o desenvolvimento do país. É importante que a sociedade dê uma chance para que Mello mostre seu trabalho e que haja um diálogo construtivo em relação à sua indicação. Afinal, o que o Brasil precisa nesse momento é de união e trabalho em conjunto para superar os desafios econômicos e alcançar um futuro melhor para todos.




