Os Tigres Asiáticos são conhecidos como os países que mais cresceram economicamente nas últimas décadas, como Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Cingapura. Inspirados por esse sucesso, o Brasil tem seus próprios “tigres”: os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Esses estados, conhecidos como as “onças brasileiras”, possuem um grande potencial de crescimento, principalmente com o recente acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que foi finalmente assinado em junho deste ano após 20 anos de negociações, é visto como uma grande oportunidade para os países sul-americanos, incluindo o Brasil. O acordo prevê a redução de tarifas e barreiras comerciais entre os dois blocos, o que facilitará as exportações e importações entre eles.
Para as “onças brasileiras”, esse acordo é especialmente importante, já que esses estados possuem uma forte produção agropecuária e industrial, que poderá ser impulsionada com a abertura de novos mercados europeus. O estado de Santa Catarina, por exemplo, é conhecido como o maior produtor de carne suína do Brasil e possui um grande potencial de exportação para a Europa. Já o estado de Mato Grosso, líder na produção de soja e milho, poderá ampliar suas vendas para o mercado europeu com a redução das tarifas de importação.
Além do setor agropecuário, as “onças brasileiras” também possuem uma forte indústria, principalmente nos setores automotivo, metalúrgico e de máquinas e equipamentos. Com a redução de tarifas, esses setores poderão se tornar mais competitivos no mercado europeu, gerando mais empregos e impulsionando a economia desses estados.
Outro ponto positivo para as “onças brasileiras” é o fortalecimento do turismo, especialmente nos estados que possuem uma grande diversidade de atrativos naturais, como o Mato Grosso do Sul, com suas belas paisagens e ecoturismo, e o Espírito Santo, com suas praias paradisíacas. Com a abertura de fronteiras e a facilitação de vistos, é esperado um aumento no fluxo de turistas europeus para esses estados, gerando mais renda e empregos.
Além disso, o acordo também prevê o estímulo à inovação e o desenvolvimento tecnológico, o que pode impulsionar o crescimento das “onças brasileiras” em setores como energia renovável, tecnologia da informação e biotecnologia. Esses avanços tecnológicos serão fundamentais para que esses estados possam competir em igualdade de condições com outros países do mundo.
No entanto, para que as “onças brasileiras” possam realmente aproveitar todas as oportunidades do acordo Mercosul-UE, é preciso que o governo invista em infraestrutura e em políticas de desenvolvimento regional. É fundamental que os estados tenham uma boa logística de transporte, como estradas, ferrovias e portos, para poderem escoar sua produção de forma eficiente. Além disso, é preciso incentivar a qualificação da mão de obra e fortalecer o empreendedorismo local, para que os empresários desses estados possam se preparar para competir no mercado internacional.
Em resumo, as “onças brasileiras” têm um grande potencial de crescimento com o acordo Mercosul-UE. Com a abertura de novos mercados, estímulo à inovação e fortalecimento do turismo, esses estados poderão se tornar ainda mais prósperos e contribuir para o desenvolvimento do país como um todo

