André Ventura, candidato à presidência de Portugal pelo partido Chega, tem causado polêmica desde o início de sua campanha eleitoral. Agora, sua mais recente ação é a solicitação de adiamento das eleições presidenciais, marcadas para 24 de janeiro de 2021. Ventura justifica essa decisão como algo óbvio e afirma que é necessário “abrir os olhos” para enxergar o que está acontecendo com o país.
De acordo com Ventura, o atual momento vivido por Portugal é de extrema preocupação. A pandemia do novo coronavírus tem causado estragos na economia e na saúde da população, e o candidato acredita que o país não está preparado para realizar as eleições no momento previsto. Em entrevista à imprensa, ele afirmou que “é preciso ter coragem para dizer que o país não está preparado para ir às urnas em janeiro”.
Para justificar seu pedido de adiamento, Ventura entrou em contato com o atual Presidente da República e adversário nas eleições, Marcelo Rebelo de Sousa. No entanto, a legislação portuguesa não permite a alteração da data das eleições presidenciais. Mesmo assim, o candidato do Chega não desistiu e sugeriu até um acordo entre os municípios para encontrar uma nova data. Até esta quinta-feira, Ventura evitou comentar o possível adiamento, mas agora se mostra decidido a lutar por essa mudança.
O pedido de adiamento das eleições gerou controvérsias e críticas por parte de outros candidatos e políticos, que alegam que a decisão de Ventura é apenas uma estratégia para tentar ganhar mais tempo para sua campanha eleitoral. No entanto, o candidato do Chega afirma que sua preocupação é genuína e que ele não está usando esse assunto como uma ferramenta para obter vantagem na corrida presidencial.
Independentemente das opiniões e divergências em relação ao pedido de adiamento, é inegável que o país está passando por um momento crítico e que é preciso encontrar soluções para os problemas enfrentados. Com o aumento de casos de COVID-19 e a pressão sobre o sistema de saúde, é compreensível que exista uma preocupação com a realização das eleições em janeiro.
Além disso, o adiamento das eleições também pode ser uma forma de garantir uma maior participação do eleitorado. Com o país em estado de emergência, muitos cidadãos podem não se sentir seguros para ir às urnas e, consequentemente, haveria uma baixa taxa de comparecimento. Dessa forma, o adiamento poderia garantir uma maior representatividade da população na escolha do próximo presidente.
É importante ressaltar que a decisão de adiar as eleições não cabe apenas ao candidato ou ao Presidente da República. Ela deve ser amplamente discutida e avaliada por todas as autoridades competentes, levando em consideração não apenas a situação da pandemia, mas também os aspectos legais e constitucionais envolvidos.
Em meio a essa discussão, é fundamental manter a calma e o bom senso. O momento exige união e cooperação de todos para enfrentar os desafios presentes e garantir um futuro melhor para Portugal. Independente da data das eleições, é dever de cada cidadão exercer sua cidadania e escolher com consciência o futuro presidente do país.
André Ventura tem mostrado sua determinação e coragem ao levantar essa questão e propor uma solução para o bem do país. Seu pedido de adiamento pode ser considerado uma atitude responsável em meio a uma situação tão complexa. Agora, cabe às autoridades competentes analisarem essa solicitação e tomarem a melhor decisão para




