A indústria brasileira encerrou o ano de 2025 com uma queda de 1,2% na produção em dezembro, o que representa uma perda de fôlego para o setor. Esse resultado preocupante foi atribuído por analistas ao impacto da Selic, a taxa básica de juros da economia, que vem sendo elevada pelo Banco Central para controlar a inflação. Além disso, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) também aponta a pressão dos produtos importados como um fator que contribuiu para a desaceleração da indústria.
A queda na produção industrial é um reflexo direto da política monetária adotada pelo governo para conter a inflação, que vem apresentando números preocupantes nos últimos meses. A elevação da Selic, que chegou a 9,5% ao ano, tem impacto direto no custo de financiamento das empresas, o que acaba afetando a produção e os investimentos no setor. Com juros mais altos, as empresas têm menos recursos disponíveis para investir em novas tecnologias, modernização de equipamentos e expansão dos negócios.
Além disso, a valorização do real frente ao dólar também tem contribuído para a queda na produção industrial. Com a moeda brasileira mais valorizada, os produtos importados se tornam mais competitivos no mercado interno, o que acaba prejudicando a indústria nacional. A CNI alerta que essa pressão dos produtos importados deve continuar até pelo menos 2027, o que representa uma âncora pesada para o setor.
No entanto, apesar dos desafios enfrentados pela indústria brasileira, é importante ressaltar que o setor ainda é um dos principais motores da economia do país. A indústria é responsável por cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e gera milhões de empregos diretos e indiretos. Além disso, a indústria é fundamental para o desenvolvimento tecnológico e a competitividade do país no mercado global.
Diante desse cenário, é necessário que o governo adote medidas para estimular a produção industrial e garantir a retomada do crescimento do setor. Uma das medidas que vem sendo discutida é a redução da taxa de juros, o que poderia aliviar o custo de financiamento das empresas e estimular os investimentos. Além disso, é importante que sejam adotadas políticas de incentivo à inovação e à modernização da indústria, para que o setor possa se tornar mais competitivo e enfrentar a concorrência dos produtos importados.
Outra medida fundamental é a redução da burocracia e dos entraves que dificultam a atividade industrial no país. É preciso simplificar os processos de licenciamento e regularização de empresas, além de reduzir a carga tributária, que é uma das mais altas do mundo. Com um ambiente mais favorável aos negócios, a indústria brasileira poderá se desenvolver e contribuir ainda mais para o crescimento econômico do país.
Apesar dos desafios e das dificuldades enfrentadas, é importante manter o otimismo e acreditar no potencial da indústria brasileira. O setor já demonstrou sua capacidade de superar crises e se reinventar, e certamente irá se recuperar e retomar o seu papel de destaque na economia do país. É preciso que todos, governo, empresas e sociedade, trabalhem juntos para garantir um futuro promissor para a indústria brasileira.





