Mesmo com os recordes de renda alcançados em 2025, o brasileiro ainda enfrenta um grande desafio: o saldo devedor das famílias. Apesar de ser um cenário preocupante, é importante entendermos os motivos que levam a essa situação e como podemos lidar com ela.
De acordo com dados do Banco Central, a taxa de juros real, que leva em consideração a inflação, deve se manter elevada em 2026. Isso significa que as famílias continuarão pagando altos valores de juros em suas dívidas, o que impacta diretamente no saldo devedor.
Além disso, a desaceleração econômica também é um fator que contribui para o aumento do saldo devedor. Com a economia em ritmo mais lento, as famílias tendem a ter menos recursos disponíveis para quitar suas dívidas e, consequentemente, o saldo devedor acaba se acumulando.
Mas por que isso acontece? A resposta está na relação entre juros e inflação. Quando a inflação está alta, o Banco Central tende a aumentar a taxa de juros para tentar controlar os preços. Isso acaba impactando diretamente no custo do crédito, tornando-o mais caro para as famílias.
Além disso, a taxa de juros elevada também é uma forma de atrair investidores estrangeiros, que buscam por rendimentos mais atrativos em países como o Brasil. Isso acaba gerando uma maior demanda pela moeda brasileira e, consequentemente, uma valorização do real em relação ao dólar. Porém, essa valorização também pode impactar negativamente a economia, tornando os produtos brasileiros mais caros no mercado internacional e afetando as exportações.
Outro fator que contribui para o saldo devedor é o desemprego. Com menos pessoas trabalhando e gerando renda, as famílias acabam tendo mais dificuldades em honrar seus compromissos financeiros. Além disso, a incerteza em relação ao mercado de trabalho pode levar as pessoas a evitarem assumir novas dívidas, o que também impacta no crescimento da economia.
Mas apesar desses desafios, é importante ressaltar que o brasileiro tem mostrado uma grande capacidade de adaptação e resiliência diante das dificuldades econômicas. Prova disso é o recorde de renda alcançado em 2025, que mostra que as famílias estão buscando alternativas para aumentar sua renda e equilibrar suas finanças.
Além disso, o governo tem adotado medidas para estimular o crescimento econômico e reduzir os juros, como a reforma da previdência e a redução da taxa básica de juros, a Selic. Essas medidas devem ter um impacto positivo no médio e longo prazo, contribuindo para a diminuição do saldo devedor.
Outro ponto importante é a educação financeira. Com um maior conhecimento sobre como lidar com o dinheiro e fazer escolhas mais conscientes, as famílias podem evitar o endividamento excessivo e ter uma vida financeira mais saudável.
Portanto, mesmo com os desafios que ainda enfrentaremos em 2026, é importante mantermos uma postura positiva e buscar soluções para lidar com o saldo devedor. Afinal, a economia é cíclica e, com planejamento e perseverança, é possível superar as dificuldades e alcançar uma vida financeira equilibrada.





