Com o início de um novo ano, é importante analisar as perspetivas e tendências dos mercados angolano e moçambicano. Para isso, conversamos com alguns dos principais responsáveis de empresas de renome nestes países, como a VdA, EY, Pérez-Llorca e Abreu, para obter uma visão mais clara e abrangente sobre o que podemos esperar em 2021.
Em Angola, a expectativa é de uma recuperação gradual da economia, que foi fortemente impactada pela pandemia de COVID-19 e pela queda dos preços do petróleo. De acordo com Maria João Marques, sócia da VdA em Angola, “o país tem vindo a adotar medidas para diversificar a sua economia, reduzindo a sua dependência do petróleo. Esperamos que estas medidas tragam resultados positivos em 2021”.
Além disso, a recente aprovação do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, que visa promover o crescimento inclusivo e sustentável, também é vista como um sinal positivo para o futuro do país. “Este plano irá impulsionar o desenvolvimento de setores como a agricultura, turismo e infraestruturas, criando novas oportunidades de investimento”, afirma Maria João Marques.
Outro fator que pode impulsionar a economia angolana é a entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio Continental Africano (AfCFTA), que visa promover o comércio e a integração económica entre os países africanos. “Angola tem uma localização estratégica e recursos naturais valiosos, o que a torna um parceiro importante neste acordo. Acreditamos que a participação no AfCFTA pode trazer benefícios significativos para o país”, explica Maria João Marques.
No que diz respeito ao setor jurídico, a VdA prevê um aumento da atividade nas áreas de reestruturação e insolvência, devido aos impactos da pandemia nas empresas. “Esperamos uma maior procura por serviços jurídicos relacionados com a reestruturação de dívidas e a recuperação de empresas em dificuldades”, afirma Maria João Marques.
Já em Moçambique, a expectativa é de um crescimento económico mais forte em 2021, impulsionado pelo aumento da produção de gás natural e pela retoma do investimento estrangeiro em projetos de infraestruturas. “Moçambique tem um grande potencial de crescimento, especialmente no setor de gás natural. Acreditamos que a entrada em operação do projeto de gás natural liquefeito em 2022 irá impulsionar a economia e atrair mais investimentos”, afirma Pedro Rebelo de Sousa, sócio da EY em Moçambique.
Além disso, o governo moçambicano tem vindo a implementar reformas para melhorar o ambiente de negócios no país, o que tem atraído cada vez mais investidores estrangeiros. “A simplificação dos procedimentos administrativos e a criação de incentivos fiscais têm sido bem recebidos pelos investidores. Isso mostra o compromisso do governo em promover um ambiente de negócios mais favorável”, explica Pedro Rebelo de Sousa.
No setor jurídico, a Pérez-Llorca prevê um aumento da atividade nas áreas de energia e infraestruturas, devido ao grande número de projetos em curso em Moçambique. “Estamos a acompanhar de perto o desenvolvimento destes projetos e a prestar apoio jurídico às empresas envolvidas. Acreditamos que este setor continuará a ser uma das principais fontes de trabalho para os escritórios de advocacia em Moçambique”, afirma José Luís Moreira da Silva, sócio da Pérez-Llorca em Moçambique.
Por fim, em ambos os países, a





