O ano de 2025 está se aproximando e com ele, muitas expectativas e projeções para a economia brasileira. Recentemente, o Banco Central divulgou um relatório que revela um déficit primário de R$ 61,272 bilhões nas contas do governo central até novembro de 2025. Esse número representa 0,69% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e é um reflexo da situação econômica atual.
Mas o que isso significa para o futuro do Brasil? Como esse déficit pode impactar a vida dos cidadãos e o desenvolvimento do país? Neste artigo, vamos analisar o resultado de 2025 e entender como ele pode ser revertido em um cenário positivo.
Antes de tudo, é importante explicar o que é o déficit primário. Ele é a diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem considerar os gastos com juros da dívida pública. Ou seja, é o resultado das contas do governo sem levar em conta os juros que são pagos sobre a dívida.
O déficit primário é um indicador importante para avaliar a saúde financeira do país. Quando ele é positivo, significa que o governo está gastando mais do que arrecada, o que pode levar a um aumento da dívida pública. Por outro lado, quando é negativo, indica que o governo está economizando e pode até mesmo gerar um superávit, ou seja, um resultado positivo nas contas públicas.
No caso do Brasil, o déficit primário tem sido uma realidade nos últimos anos. Desde 2014, o país vem registrando resultados negativos, o que contribuiu para o aumento da dívida pública. Em 2025, a previsão é que esse déficit continue, chegando a R$ 80,259 bilhões. Mas por que isso está acontecendo?
Uma das principais causas do déficit primário é o desequilíbrio entre as receitas e as despesas do governo. Com a crise econômica que o país enfrentou nos últimos anos, houve uma queda na arrecadação de impostos e, ao mesmo tempo, um aumento nos gastos públicos. Isso aconteceu devido à necessidade de investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura, além do pagamento de benefícios sociais.
Outro fator que contribui para o déficit primário é o pagamento de juros da dívida pública. Com a taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados, o governo precisa desembolsar uma quantia significativa para honrar os compromissos com os credores. Isso acaba impactando diretamente o resultado das contas públicas.
Mas apesar do déficit primário registrado até novembro de 2025, é importante destacar que houve uma melhora em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2024, o déficit foi de R$ 80,259 bilhões, o que significa uma redução de 23,9% em 2025. Isso mostra que o governo está adotando medidas para controlar os gastos e equilibrar as contas públicas.
Além disso, é importante ressaltar que o déficit primário não é um indicador isolado e deve ser analisado em conjunto com outros fatores. Por exemplo, a taxa de crescimento do PIB é um indicador importante para avaliar a capacidade do país de gerar receitas e, consequentemente, equilibrar as contas públicas.
Nesse sentido, as projeções para o crescimento econômico do Brasil são positivas. Segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, a expectativa é que o PIB cresça 2,5% em 2025. Isso significa que a economia brasileira está se recuperando e pode contribuir para a redução do déficit primário.
Além disso, o governo tem adotado medidas para controlar os g





