No mês de novembro, o Banco Central do Brasil divulgou dados que mostram uma queda nas concessões de empréstimos, porém, um aumento no estoque de crédito. Essa notícia pode ser vista como um sinal positivo para a economia brasileira, que vem enfrentando desafios nos últimos anos.
De acordo com o relatório do BC, as concessões de empréstimos caíram 0,9% em novembro em relação ao mês anterior. Esse resultado pode ser explicado pela redução da demanda por crédito, devido à incerteza econômica e política que o país vem enfrentando. No entanto, o estoque de crédito teve um aumento de 0,9%, chegando a um total de R$3,3 trilhões.
Esses números mostram que, apesar da queda nas concessões, o mercado de crédito continua aquecido no Brasil. Isso é um reflexo das medidas adotadas pelo governo para estimular a economia, como a redução da taxa básica de juros, a Selic, que está em seu menor patamar histórico. Com juros mais baixos, os consumidores e empresas se sentem mais incentivados a buscar empréstimos e financiamentos.
Além disso, o aumento no estoque de crédito também pode ser atribuído ao crescimento da economia. Após um período de recessão, o Brasil vem apresentando sinais de recuperação, com projeções de crescimento do PIB em torno de 2% para 2020. Com uma economia mais forte, as empresas tendem a investir mais e os consumidores a consumir mais, o que impulsiona a demanda por crédito.
Outro fator que contribui para o aumento do estoque de crédito é a melhora na inadimplência. Segundo dados do BC, a taxa de inadimplência caiu para 3,6% em novembro, o menor patamar desde 2011. Isso significa que mais pessoas e empresas estão conseguindo honrar seus compromissos financeiros, o que dá mais segurança aos bancos para concederem empréstimos.
É importante ressaltar que, apesar da queda nas concessões de empréstimos, o Brasil ainda possui uma das maiores taxas de juros do mundo. Isso dificulta o acesso ao crédito para muitas pessoas e empresas, principalmente as de menor porte. Por isso, é fundamental que o governo continue adotando medidas para reduzir os juros e tornar o crédito mais acessível a todos.
Outro ponto positivo que deve ser destacado é o aumento do crédito para as micro, pequenas e médias empresas. Segundo o BC, houve um crescimento de 1,3% no estoque de crédito para esse segmento em novembro. Isso é importante, pois essas empresas são responsáveis por grande parte dos empregos no país e, com acesso ao crédito, podem expandir seus negócios e contribuir para a geração de mais empregos.
É preciso lembrar também que o aumento no estoque de crédito é um reflexo da confiança dos investidores na economia brasileira. Com a aprovação da reforma da Previdência e a expectativa de outras reformas, o país se torna mais atrativo para investimentos, o que contribui para o crescimento da economia e, consequentemente, do crédito.
Em resumo, apesar da queda nas concessões de empréstimos, o aumento no estoque de crédito é um sinal positivo para a economia brasileira. Isso mostra que o mercado de crédito continua aquecido e que a economia está se recuperando. No entanto, é preciso que o governo continue adotando medidas para reduzir os juros e tornar o crédito mais acessível a todos. Com uma economia forte e um mercado de crédito saudável, o Brasil pode alcançar um crescimento sustentável e melhorar a vida de milhões de brasile





