O governo português deu um importante passo em direção à promoção da ciência e da inovação no país com a publicação, nesta quarta-feira, do decreto-lei que cria a entidade resultante da fusão da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) com a Agência Nacional de Inovação (ANI). A medida, que já era aguardada há algum tempo, visa fortalecer e otimizar os recursos e esforços destinados à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico em Portugal.
A FCT é uma instituição pública que tem como missão promover a investigação científica e tecnológica em todas as áreas do conhecimento, enquanto a ANI é responsável por apoiar e incentivar a inovação empresarial. Com a fusão dessas duas entidades, o governo busca criar uma estrutura mais eficiente e integrada, capaz de impulsionar o progresso científico e tecnológico do país.
O decreto-lei, que foi publicado no Diário da República, estabelece que a nova entidade terá a designação de Fundação para a Ciência e a Inovação (FCI) e será dotada de personalidade jurídica e autonomia administrativa e financeira. Além disso, a FCI terá como objetivo principal promover a investigação científica e tecnológica, bem como a inovação empresarial, através do financiamento de projetos e programas, da formação de recursos humanos e da cooperação com outras entidades nacionais e internacionais.
A criação da FCI é vista como uma medida estratégica para impulsionar o desenvolvimento do país em áreas como a saúde, a energia, o ambiente, a agricultura, a indústria e os serviços. Com a fusão da FCT e da ANI, espera-se uma maior articulação entre a investigação científica e a inovação empresarial, o que pode resultar em avanços significativos em termos de competitividade e crescimento econômico.
Além disso, a nova entidade terá um papel fundamental na atração de investimentos e talentos para Portugal. Com uma estrutura mais forte e integrada, a FCI poderá oferecer melhores condições para a realização de pesquisas e o desenvolvimento de projetos inovadores, o que certamente atrairá a atenção de empresas e pesquisadores de renome internacional.
Outro ponto importante a ser destacado é que a criação da FCI não implicará em aumento de despesas para o Estado. Pelo contrário, a fusão das duas entidades permitirá uma melhor gestão dos recursos disponíveis, evitando duplicidade de esforços e garantindo uma maior eficiência na aplicação dos investimentos públicos.
A comunidade científica e empresarial tem recebido com entusiasmo a notícia da criação da FCI. Para o presidente da Associação Portuguesa de Investigação e Desenvolvimento em Ciências, Pedro Guedes de Oliveira, a fusão da FCT e da ANI é uma medida que vem ao encontro das necessidades do país. “Acreditamos que a nova entidade será capaz de promover uma maior sinergia entre a ciência e a inovação, o que é fundamental para o desenvolvimento de Portugal”, afirmou.
O decreto-lei que cria a Fundação para a Ciência e a Inovação é mais um passo importante do governo português em direção à construção de um país mais competitivo e desenvolvido. Com uma estrutura mais forte e integrada, a FCI tem tudo para se tornar uma referência no apoio à investigação científica e à inovação empresarial, contribuindo para o crescimento econômico e o bem-estar da sociedade portuguesa.





