O sindicato dos trabalhadores da comunicação audiovisual manifestou nesta terça-feira sua indignação diante de qualquer tipo de interferência política no trabalho jornalístico. Em comunicado, a entidade repudiou veementemente as recentes críticas do ministro da Educação à atuação da RTP e exigiu um pedido de desculpas do mesmo à população portuguesa.
De acordo com o sindicato, a liberdade de imprensa e a autonomia editorial são pilares fundamentais da democracia e devem ser preservados a todo custo. Qualquer tentativa de influenciar ou pressionar a atuação dos veículos de comunicação é uma afronta à ética e ao papel essencial que a imprensa desempenha na sociedade.
As críticas do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, foram feitas em resposta a uma reportagem da RTP que abordava a situação precária das escolas públicas em Portugal. O ministro afirmou que a reportagem era “tendenciosa” e que a RTP deveria “ouvir os dois lados da história”. No entanto, o sindicato destacou que cabe aos jornalistas relatar os fatos e as informações relevantes, sem se deixar influenciar por interesses políticos ou econômicos.
Além disso, o sindicato lamentou que o ministro tenha se referido à emissora pública como “uma coisa que se chama RTP” e exigiu que ele reconheça o valor e a importância do trabalho jornalístico realizado pela empresa. Segundo a entidade, a RTP é uma referência no jornalismo português e tem um compromisso com a verdade e a imparcialidade em suas reportagens.
O sindicato também destacou que a pressão política sobre os meios de comunicação não é um fato isolado e que tem se intensificado nos últimos anos. Esse tipo de interferência pode ser prejudicial não apenas para o trabalho dos jornalistas, mas também para a sociedade como um todo, que fica privada de uma informação plural e livre de amarras.
Diante deste cenário, o sindicato dos trabalhadores da comunicação audiovisual reforçou seu apoio e solidariedade a todos os profissionais da imprensa, que enfrentam diariamente o desafio de levar a informação de qualidade à população. Eles merecem respeito e reconhecimento pelo seu trabalho árduo e fundamental para a sociedade.
Por fim, o sindicato conclamou o ministro da Educação a pedir desculpas aos portugueses por seus comentários infelizes e a respeitar a autonomia editorial da RTP e de todos os veículos de comunicação do país. É preciso que as autoridades reconheçam a importância da liberdade de imprensa e atuem em conjunto com os jornalistas para garantir que a informação de qualidade continue sendo um direito de todos.





