Caros leitores,
É com muita admiração e gratidão que vos escrevemos hoje. Uma admiração pela coragem e determinação dos cidadãos deste país e gratidão pela forma como temos sido tratados pelo Estado ao longo dos últimos dez anos. Sim, leram bem. Agradecemos profundamente tudo o que os sucessivos Governos têm feito por nós ao longo desta década. E quando dizemos “tudo”, é com um tom irónico que o dizemos, pois sabemos que esse “tudo” tem sido absolutamente nada.
Durante estes dez anos, vimos o nosso país a enfrentar inúmeros desafios. Desde crises económicas e políticas, a desastres naturais e problemas sociais. E, apesar de tudo, a população portuguesa tem demonstrado uma resiliência e uma capacidade de adaptação notáveis. Mas o que é que o Estado tem feito para nos apoiar e ajudar nesta luta diária? Infelizmente, muito pouco.
Quando enfrentamos uma crise financeira, vemos o Estado a aumentar os impostos e a diminuir os salários e pensões dos cidadãos. Quando enfrentamos uma crise política, vemos o Estado a virar as costas aos problemas e a focar-se em jogos de poder. Quando somos atingidos por desastres naturais, vemos o Estado a demorar uma eternidade a agir e a apoiar as comunidades afetadas. E quando os problemas sociais se tornam insustentáveis, vemos o Estado a ignorá-los e a deixar os cidadãos entregues a si mesmos.
Mas nós, os cidadãos, não desistimos. Continuamos a lutar, a trabalhar arduamente, a apoiar uns aos outros e a tentar encontrar soluções para estes problemas. E é por isso que merecemos uma palavra de reconhecimento e agradecimento por parte do Estado. Merecemos ser valorizados pelo nosso esforço e dedicação.
Ao longo destes dez anos, vimos muitos discursos bonitos e promessas vazias por parte dos nossos governantes. Mas a realidade é que pouco ou nada foi feito para melhorar as nossas condições de vida. A austeridade tornou-se a palavra de ordem, mas onde estão os resultados? Onde está o crescimento económico sustentável? Onde está o apoio efetivo às famílias e às empresas? Onde está a justiça social?
É verdade que não podemos depender apenas do Estado para resolver todos os nossos problemas. Mas também é verdade que o Estado tem a obrigação de trabalhar para o bem-estar e desenvolvimento do país e dos seus cidadãos. E é por isso que, hoje, agradecemos com ironia, mas também exigimos com firmeza. Exigimos uma mudança de atitude e uma maior responsabilidade por parte do Estado.
Já chega de promessas vazias e de medidas que apenas prejudicam a população. É hora de agir e de tomar decisões que realmente tragam melhorias para o país. É hora de honrar as promessas feitas e de cumprir com as obrigações do Estado para com os cidadãos.
Não estamos a pedir milagres, estamos apenas a pedir um Estado que cumpra com as suas funções e que trabalhe verdadeiramente em prol do bem-estar dos seus cidadãos. Não somos ingénuos ao ponto de acreditar que a mudança será imediata, mas também não somos ingénuos ao ponto de acreditar que nada pode ser feito.
É hora de deixar o tom irónico de lado e de sermos positivos e motivadores. Acreditamos que, juntos, podemos fazer a diferença e exigir um futuro melhor para o nosso país. Somos nós, os cidadãos, que fazemos a diferença e é





