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Emissões de IA em 2025 equivalem a quatro vezes as da cidade de São Paulo

in Monetário
Emissões de IA em 2025 equivalem a quatro vezes as da cidade de São Paulo

A tecnologia tem sido uma grande aliada para a humanidade, trazendo inúmeros benefícios e facilitando a vida das pessoas. No entanto, é preciso reconhecer que, assim como tudo na vida, ela também tem seu lado negativo. E um dos principais problemas causados pela tecnologia é o impacto ambiental, especialmente quando se trata de inteligência artificial.

As chamadas Big Techs, empresas de tecnologia de grande porte como Google, Amazon, Facebook e Microsoft, têm investido cada vez mais em inteligência artificial. Essa tecnologia, que consiste em sistemas capazes de aprender e tomar decisões por si só, tem sido utilizada em diversas áreas, como reconhecimento facial, assistentes virtuais, carros autônomos e até mesmo na previsão do tempo.

Porém, o que muitos não sabem é que a inteligência artificial também tem um alto custo ambiental. Para funcionar, ela precisa de uma grande quantidade de energia e recursos naturais, como água e minerais. E é exatamente aí que mora o problema.

De acordo com um estudo da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, a inteligência artificial é responsável por cerca de 2% das emissões globais de dióxido de carbono (CO₂). Isso equivale a cerca de 300 milhões de toneladas de CO₂ por ano, o mesmo que 30 milhões de carros em circulação.

Além disso, a produção de chips, que são a base da inteligência artificial, consome uma quantidade significativa de água. Segundo a ONU, para produzir um único chip, são necessários cerca de 32 litros de água. E com o aumento do uso de inteligência artificial, a demanda por chips também aumenta, o que pode levar a uma escassez de água em algumas regiões.

Outro fator preocupante é o descarte desses equipamentos. Como a tecnologia avança rapidamente, os dispositivos com inteligência artificial se tornam obsoletos em um curto período de tempo, o que gera um grande volume de lixo eletrônico. E esse lixo, muitas vezes, é descartado de forma inadequada, causando danos ao meio ambiente.

Mas, apesar de todos esses impactos negativos, as Big Techs continuam lucrando com a inteligência artificial. Segundo dados do relatório “The AI Index 2021”, publicado pela Universidade de Stanford, o mercado de inteligência artificial movimentou cerca de US$ 327 bilhões em 2020, e a previsão é que esse número chegue a US$ 554 bilhões até 2024.

E o que essas empresas estão fazendo para minimizar os impactos ambientais causados pela inteligência artificial? Infelizmente, não muito. A maioria delas ainda não tem políticas claras de sustentabilidade e não se responsabiliza pelo impacto ambiental de seus produtos.

No entanto, algumas iniciativas têm sido tomadas. O Google, por exemplo, anunciou que pretende ser 100% abastecido por energia renovável até 2030 e reduzir suas emissões de carbono em 50% até 2025. A Microsoft também se comprometeu a ser carbono negativa até 2030 e a remover todo o carbono que emitiu desde sua fundação até 2050.

Mas, além das ações das empresas, é preciso que os governos também tomem medidas para regulamentar o uso da inteligência artificial e garantir que ele seja mais sustentável. Além disso, é importante que a população também se conscientize sobre os impactos ambientais da tecnologia e busque alternativas mais sustentáveis.

A inteligência artificial pode trazer muitos benefícios para a sociedade, mas é preciso que seu desenvolvimento seja feito de forma responsável e sustentável. As Big Techs, que lucram bilhões com essa tecnologia, precisam assumir sua responsabilidade e investir em soluções mais sustentáveis.

Tags: Prime Plus
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