O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia tem sido alvo de muitas discussões e negociações ao longo dos anos. Após mais de duas décadas de conversas, finalmente foi alcançado um consenso entre os dois blocos em 2019. No entanto, mesmo com a aprovação do Parlamento Europeu, a França ainda não está satisfeita com as medidas de proteção propostas e solicitou o adiamento da assinatura do acordo, que estava prevista para acontecer no próximo sábado.
A cláusula de medidas de proteção é uma das principais preocupações da França em relação ao acordo. Ela visa proteger os produtores europeus de possíveis impactos negativos causados pela entrada de produtos agrícolas do Mercosul no mercado europeu. No entanto, para Paris, essas medidas não são suficientes para garantir a proteção necessária.
Diante dessa situação, o Parlamento Europeu aprovou, nesta quarta-feira (13), um conjunto de salvaguardas agrícolas mais rígidas. Essas medidas incluem a possibilidade de suspensão temporária das importações de produtos agrícolas do Mercosul caso haja um aumento significativo nas importações ou uma queda nos preços dos produtos europeus. Além disso, também foi estabelecido um mecanismo de monitoramento para garantir que as importações não causem danos aos produtores europeus.
Essas novas medidas foram propostas pelo relator do acordo no Parlamento Europeu, o deputado espanhol Jordi Cañas. Segundo ele, essas salvaguardas são essenciais para garantir que o acordo seja justo e equilibrado para ambos os lados. Além disso, Cañas ressaltou que essas medidas são uma resposta às preocupações dos países europeus, especialmente da França.
No entanto, mesmo com a aprovação dessas medidas mais rígidas, a França ainda não está convencida. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o acordo ainda não está pronto para ser assinado e que é necessário mais tempo para avaliar as medidas de proteção propostas. Ele também destacou que a França não irá assinar o acordo se ele não for benéfico para os produtores europeus.
Essa posição da França tem gerado preocupações entre os demais países europeus, que temem que o acordo possa ser adiado ou até mesmo cancelado. No entanto, a Comissão Europeia, órgão executivo da UE, afirmou que o acordo ainda está em andamento e que a assinatura está prevista para acontecer no sábado, como planejado.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia é considerado um dos maiores acordos comerciais já negociados. Ele abrange uma população de cerca de 780 milhões de pessoas e um quarto da economia mundial. Além disso, o acordo também prevê a eliminação de tarifas e barreiras comerciais entre os dois blocos, o que deve impulsionar o comércio e o crescimento econômico.
Para o Mercosul, esse acordo representa uma grande oportunidade de ampliar suas exportações para a Europa, principalmente no setor agrícola. Já para a União Europeia, o acordo é visto como uma forma de fortalecer sua presença na América Latina e de diversificar suas fontes de importação.
Portanto, é fundamental que as preocupações da França sejam levadas em consideração e que medidas de proteção adequadas sejam estabelecidas para garantir que o acordo seja benéfico para todos os países envolvidos. No entanto, é importante ressaltar que o acordo é uma oportunidade única para ambos os blocos e que sua aprovação trará benefícios econômicos e comerciais significativos para todos os países envolvidos.
Em um momento em que o protecionismo e o nacionalismo estão em





