Numa entrevista à Renascença, o candidato à Presidência da República apoiado pelo PSD, Rui Rio, defendeu a importância de um acordo abrangente entre o Governo, os patrões e os sindicatos que inclua políticas fiscais e salariais. Esta é uma das principais propostas do candidato para resolver os problemas que afetam o mercado de trabalho e impulsionar a economia portuguesa.
Rio acredita que é essencial unir esforços entre as diferentes entidades para alcançar um acordo que beneficie a sociedade como um todo. O candidato destacou, em particular, a necessidade de um acordo sobre política fiscal e salarial, que poderia facilitar a negociação entre patrões, sindicatos e o Governo, e assim impulsionar o crescimento económico e a criação de emprego.
Ao longo da entrevista, Rio enfatizou a importância da criação de condições para a negociação coletiva entre empregadores e empregados, num contexto em que a economia portuguesa ainda enfrenta os impactos da pandemia de Covid-19. O candidato alertou que “as empresas não podem ser tratadas igualmente em todas as circunstâncias, porque algumas estão a sofrer mais e outras menos”. Neste sentido, é necessário um acordo que tenha em conta as diferentes realidades das empresas e dos trabalhadores.
Rui Rio defendeu ainda que é importante que o Governo foque nas áreas mais afetadas pela crise, como é o caso do turismo, do comércio e do setor da cultura. O candidato afirmou que “não faz sentido dar incentivos fiscais às empresas quando elas não têm atividade”, e que é necessário criar medidas específicas para ajudar as empresas e os trabalhadores destes setores, que estão a ser particularmente afetados pela crise.
Além disso, Rio salientou a necessidade de se investir na formação profissional e na reconversão de atividades para adaptar a economia portuguesa às mudanças que a pandemia trouxe. “Temos de nos readaptar às novas condições”, afirmou o candidato, defendendo a necessidade de uma aposta na economia digital e na transição energética, áreas que têm um grande potencial para impulsionar o crescimento e a criação de emprego.
Para Rio, este acordo deve ser fruto de um diálogo entre as diferentes partes, evitando medidas unilaterais que possam prejudicar um setor em benefício de outro. “Tem de haver um equilíbrio”, afirmou o candidato, referindo-se à necessidade de ações concertadas entre as entidades envolvidas.
O candidato do PSD também abordou a questão da precariedade laboral, que tem sido uma preocupação crescente nos últimos anos. Rio defende que o Estado deve ser um exemplo na luta contra a precariedade, assegurando que os prestadores de serviços tenham as mesmas condições laborais que os trabalhadores efetivos. “Não pode ser o Estado a fazer acordos de trabalho precários”, afirmou o candidato.
Ainda no âmbito laboral, Rio afirmou que é necessário um esforço conjunto para combater a economia paralela, que prejudica as empresas que cumprem com as suas obrigações fiscais e laborais. Neste sentido, o candidato defende que é essencial uma maior fiscalização e a criação de incentivos para que as empresas cumpram as suas obrigações.
Ao longo da entrevista, Rui Rio mostrou-se otimista quanto ao futuro da economia portuguesa, afirmando que a retoma já está a acontecer e que é necessário um acordo abrangente para manter esse crescimento. O candidato do PSD acredita que é possível reduzir o desemprego e impulsionar a criação de emprego de forma sustentável



