A pandemia de COVID-19 continua a deixar suas marcas em diversas áreas da economia, e o setor agrícola não ficou de fora. De acordo com dados divulgados pela Serasa Experian, a situação financeira dos produtores rurais piorou entre julho e setembro deste ano, em comparação com o segundo trimestre. Durante esse período, a alta havia sido de 31,7%, mas agora os pedidos de recuperação judicial no agronegócio dispararam 147%. Isso mostra o quanto a crise econômica impactou fortemente esse setor tão importante para o país.
O agronegócio é responsável por grande parte da economia brasileira, e sua importância é inegável. No entanto, os produtores rurais enfrentam grandes desafios, que vão desde questões climáticas até burocráticas. E agora, com a crise que está assolando o mundo todo, as dificuldades se multiplicaram. A queda na demanda e nos preços dos produtos agrícolas, o aumento dos custos de produção e a dificuldade de acesso ao crédito foram alguns dos fatores que levaram a essa situação preocupante.
A recuperação judicial é um procedimento previsto na Lei de Falências e Recuperação de Empresas, que visa a reestruturação do endividamento de empresas em crise. No caso do setor agrícola, muitas vezes, a recuperação judicial é a única saída viável para evitar a falência e permitir que os produtores continuem suas atividades. No entanto, ela também pode ser um indicativo de que a situação econômica dos produtores está crítica.
Segundo dados da Serasa Experian, de julho a setembro, foram requeridos 69 pedidos de recuperação judicial no agronegócio, contra apenas 28 no mesmo período de 2019. No acumulado do ano, o número de pedidos já chega a 104. Além disso, o número de falências também aumentou, passando de 21 para 25, entre julho e setembro. Esses dados mostram a gravidade da situação e a necessidade de atenção e apoio ao setor agrícola.
Diante desse cenário, é fundamental que as autoridades governamentais e as instituições financeiras atuem de forma efetiva para auxiliar os produtores rurais. O governo federal lançou, recentemente, o Plano Safra 2020/2021, que destina mais de R$ 236 bilhões para financiamento do agronegócio. No entanto, é preciso que os recursos cheguem de fato aos produtores e que haja mais flexibilidade na concessão e renegociação de créditos.
Além disso, é importante que as instituições financeiras tenham um olhar mais sensível para o setor agrícola e entendam as dificuldades enfrentadas pelos produtores. Muitas vezes, a burocracia e as altas taxas de juros dificultam o acesso ao crédito, e isso pode ser um obstáculo para a superação da crise. É preciso que sejam criadas linhas de crédito específicas e que os prazos sejam mais flexíveis.
Outra questão importante é a busca por alternativas para minimizar os impactos da crise no setor agrícola. A diversificação das atividades e da produção pode ser uma saída para enfrentar as oscilações do mercado. A implantação de tecnologias que aumentem a eficiência e reduzam os custos também é fundamental para garantir a competitividade dos produtores rurais.
É preciso ressaltar também a importância da união entre os produtores rurais. A criação de cooperativas e a realização de parcerias podem ser estratégias para tornar o setor mais forte e sustentável. Além disso, é fundamental que haja uma busca





