David Beker, chefe de economia para Brasil e estratégia para América Latina do Bank of America (BofA), acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá reduzir a taxa básica de juros, a Selic, desde que os dados econômicos do país indiquem este cenário. A declaração foi feita em meio às expectativas do mercado em relação à próxima reunião do Copom, que acontecerá nos dias 4 e 5 de fevereiro.
De acordo com Beker, o BofA mantém a projeção de corte da Selic em 0,25 ponto percentual já na próxima reunião do Copom. No entanto, o economista ressalta que essa decisão está condicionada à evolução dos indicadores econômicos, principalmente em relação à inflação e ao crescimento do PIB.
A expectativa de corte da Selic em janeiro ganhou força após a divulgação do IPCA-15, que é uma prévia da inflação oficial do país, que ficou abaixo do esperado em dezembro. O índice registrou uma variação de 1,05%, abaixo dos 1,18% esperados pelos analistas. Além disso, a inflação acumulada em 12 meses também apresentou uma queda, passando de 3,27% para 3,22%.
Outro fator que pode influenciar a decisão do Copom é o crescimento do PIB. O Banco Central divulgou recentemente o Boletim Focus, que é uma pesquisa com as expectativas do mercado em relação à economia brasileira, e a previsão é de que o PIB cresça 2,31% em 2020. No entanto, a equipe de economia do BofA projeta um crescimento maior, de 2,5%.
Beker também destacou que, apesar da expectativa de corte da Selic, o Copom não precisa afrouxar sua linguagem no próximo comunicado. Isso significa que o Banco Central não precisa sinalizar de forma mais enfática a possibilidade de novos cortes nos juros no futuro. O economista acredita que o mercado já está precificando esse cenário e que uma mudança na comunicação do Copom poderia gerar instabilidade e volatilidade nos mercados.
A redução da Selic para 4,5%, que foi aprovada pelo Copom na última reunião do ano passado, já trouxe benefícios para a economia brasileira. A taxa de juros mais baixa estimula o consumo e o investimento, o que pode impulsionar o crescimento do PIB. Além disso, o corte nos juros também ajuda a controlar a inflação, que está abaixo da meta estabelecida pelo governo.
No entanto, é importante ressaltar que a decisão do Copom não é baseada apenas nos indicadores econômicos do momento, mas também leva em consideração a perspectiva para os próximos meses. Por isso, é fundamental que o governo continue adotando medidas para melhorar o ambiente econômico e estimular o crescimento sustentável do país.
Apesar dos desafios que ainda precisam ser superados, como o alto desemprego e a necessidade de reformas estruturais, as projeções positivas para a economia brasileira e a atuação do Banco Central em manter a inflação sob controle são motivos para otimismo. A expectativa é de que a taxa básica de juros continue em um patamar baixo, o que pode impulsionar o crescimento do país e gerar mais oportunidades para a população.
Em resumo, a declaração de David Beker, do BofA, reforça a expectativa do mercado em relação à próxima reunião do Copom. A possibilidade de um novo corte na Selic é vista com bons olhos pelos investidores e pode contribuir para a retomada do crescimento econômico do





