Montenegro assegura que documento “não sai desvirtuado” por alterações da oposição, mas deixa críticas às coligações negativas entre o PS e Chega. Socialistas cumprem abstenção “exigente”.
O líder do PSD, Luís Montenegro, afirmou que o documento de estratégia orçamental para 2020 “não sai desvirtuado” por alterações da oposição, mas deixou críticas às coligações negativas entre o Partido Socialista (PS) e o Chega. Montenegro também elogiou a “exigente” abstenção dos socialistas na votação do documento.
Em declarações à imprensa, após a votação do documento na Assembleia da República, Montenegro destacou a importância de um debate construtivo e responsável sobre o orçamento para o próximo ano. “O PSD sempre teve uma postura construtiva e responsável em relação ao orçamento, e isso ficou demonstrado mais uma vez nesta votação”, afirmou o líder do partido.
No entanto, Montenegro não deixou de criticar a postura do PS em relação ao Chega, partido de extrema-direita que tem ganhado destaque na política portuguesa. “O PSD não pode compactuar com coligações negativas entre o PS e o Chega, que vão contra os valores democráticos e europeus que defendemos”, afirmou o líder do PSD.
Montenegro também fez questão de destacar a “exigente” abstenção do PS na votação do documento. “O PSD apresentou propostas concretas e construtivas para melhorar o documento, e o PS teve uma postura responsável ao abster-se e permitir a sua aprovação”, afirmou Montenegro.
O líder do PSD também reforçou a importância de um orçamento que promova o crescimento económico e a criação de emprego. “O PSD defende um orçamento que estimule o investimento e a criação de emprego, que são fundamentais para o desenvolvimento do país”, afirmou Montenegro.
No entanto, Montenegro alertou para a necessidade de uma gestão rigorosa dos recursos públicos. “Não podemos esquecer que ainda estamos a recuperar de uma crise financeira e é importante que o orçamento seja gerido com rigor e responsabilidade”, afirmou o líder do PSD.
Montenegro também destacou a importância de medidas que promovam a coesão social e territorial. “O PSD defende um orçamento que promova a coesão social e territorial, que garanta o acesso a serviços públicos de qualidade em todo o país”, afirmou o líder do partido.
Em conclusão, Montenegro reforçou o compromisso do PSD com o desenvolvimento do país e com a defesa dos valores democráticos e europeus. “O PSD continuará a ser uma força construtiva e responsável na política portuguesa, sempre com o objetivo de melhorar a vida dos portugueses”, afirmou o líder do partido.
Em resposta às críticas de Montenegro, o líder parlamentar do PS, Carlos César, afirmou que o PSD “não tem moral para falar em coligações negativas”, referindo-se à aliança entre o PSD e o CDS-PP durante o anterior governo de Passos Coelho.
No entanto, César também elogiou a postura do PSD na votação do documento, afirmando que o partido teve uma “atitude responsável e construtiva”. O líder parlamentar do PS também destacou a importância da abstenção do partido para a aprovação do documento.
Em conclusão, a votação do documento de estratégia orçamental para 2020 foi marcada por um debate construtivo e responsável entre os partidos, com o PSD a reforçar o seu compromisso com o desenvolvimento do país e a defesa dos valores democráticos e europeus. Resta agora aguardar pela aprova





