No dia 15 de novembro de 2020, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) emitiu um comunicado após uma reunião do seu Comité de Concertação Permanente (CCP), em Lisboa, expressando perplexidade com a suspensão do processo eleitoral em curso em um dos seus Estados-membros. A suspensão aconteceu mesmo após a Missão de Observação Eleitoral da CPLP ter destacado que o processo de votação decorreu de forma pacífica, ordeira e cívica.
A CPLP é uma organização internacional composta por nove países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O objetivo principal da CPLP é a promoção da cooperação e da amizade entre os seus membros, bem como o desenvolvimento político, econômico, social e cultural dos países lusófonos.
No comunicado, a CPLP expressou a sua preocupação com a suspensão do processo eleitoral em curso, que coloca em causa a sua conclusão. A organização reforçou a importância da realização de eleições livres, justas e transparentes como um pilar fundamental da democracia e do Estado de Direito. Além disso, a CPLP destacou que a suspensão do processo eleitoral pode gerar instabilidade e incerteza no país em questão, prejudicando a sua estabilidade política e social.
A Missão de Observação Eleitoral da CPLP, composta por representantes dos Estados-membros e da sociedade civil, acompanhou de perto o processo eleitoral e emitiu um relatório preliminar que elogiou a forma como as eleições foram conduzidas. O relatório destacou a participação ativa dos cidadãos no processo, a transparência e a eficiência do sistema eleitoral, bem como a ausência de incidentes graves que pudessem comprometer a integridade das eleições.
Diante desse cenário, a suspensão do processo eleitoral foi recebida com perplexidade pela CPLP. A organização enfatizou que é fundamental que os resultados das eleições sejam respeitados e que o processo democrático seja concluído de forma pacífica e transparente. Além disso, a CPLP reforçou o seu compromisso em continuar a apoiar o país em questão no fortalecimento da sua democracia e no desenvolvimento do seu povo.
É importante ressaltar que a CPLP tem sido uma voz ativa na promoção da democracia e do respeito pelos direitos humanos nos seus Estados-membros. A organização tem realizado diversas iniciativas e programas para fortalecer as instituições democráticas e garantir a realização de eleições livres e justas. A suspensão do processo eleitoral em curso é um retrocesso nesse sentido e vai contra os valores e princípios defendidos pela CPLP.
A suspensão do processo eleitoral também preocupa a comunidade internacional, que tem acompanhado de perto a situação no país em questão. A União Africana, a União Europeia e os Estados Unidos já manifestaram a sua preocupação e apelaram para que o processo eleitoral seja retomado e concluído de forma democrática e transparente.
Diante desse cenário, é fundamental que as autoridades do país em questão respeitem a vontade do povo e garantam a conclusão do processo eleitoral de forma pacífica e transparente. A CPLP reitera o seu apelo para que sejam encontradas soluções democráticas e consensuais para a resolução da crise política e para que o país possa seguir em frente no caminho do desenvolvimento e da estabilidade.
Em suma, a suspensão do processo eleitoral em





