A economia brasileira vem enfrentando um cenário desafiador nos últimos anos, com uma série de fatores que impactam diretamente no bolso dos cidadãos e no desenvolvimento do país. Entre esses fatores, dois se destacam: a alta da Selic e a inflação elevada. Eles têm influenciado diretamente no custo dos títulos públicos e explicam grande parte do avanço da dívida brasileira.
A Selic é a taxa básica de juros da economia, definida pelo Banco Central, e serve como referência para as demais taxas de juros do mercado. Em 2021, a Selic vem apresentando uma tendência de alta, chegando a 5,25% em agosto, após um longo período de estabilidade em 2%. Essa elevação tem como objetivo controlar a inflação, que está em patamares preocupantes.
A inflação, por sua vez, é o aumento generalizado dos preços dos produtos e serviços em uma economia. Ela é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que tem como meta um teto de 5,25% para 2021. No entanto, os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a inflação acumulada nos últimos 12 meses já ultrapassa esse limite, chegando a 8,99%.
Essa alta da Selic e da inflação têm impactado diretamente no custo dos títulos públicos, que são uma forma de o governo captar recursos para financiar suas atividades. Com a Selic mais alta, os juros pagos pelo governo também aumentam, tornando os títulos mais atrativos para os investidores. Além disso, a inflação elevada faz com que os títulos sejam corrigidos por índices de preços, o que também aumenta o rendimento dos investidores.
No entanto, esse aumento no custo dos títulos também tem um impacto negativo na dívida pública brasileira. Isso porque o governo precisa emitir mais títulos para financiar suas atividades, o que aumenta o endividamento do país. Segundo dados do Tesouro Nacional, a dívida pública brasileira chegou a R$ 5,33 trilhões em julho de 2021, um aumento de 8,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, o aumento no custo dos títulos também pode afetar o orçamento do governo, já que uma parte significativa dos gastos públicos é destinada ao pagamento dos juros da dívida. Com juros mais altos, o governo precisa destinar mais recursos para essa finalidade, o que pode comprometer investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.
É importante ressaltar que a alta da Selic e da inflação não são os únicos fatores que explicam o avanço da dívida pública brasileira. Outros fatores, como a pandemia da Covid-19, que impactou diretamente na economia, e a falta de reformas estruturais, que poderiam reduzir os gastos públicos, também contribuem para esse cenário.
No entanto, é preciso destacar que a alta da Selic e da inflação são fatores que podem ser controlados pelo governo. Para isso, é fundamental adotar medidas que visem a redução desses indicadores, como a implementação de reformas estruturais e o controle dos gastos públicos.
Além disso, é importante que os cidadãos também façam a sua parte, buscando formas de se proteger da inflação e investindo em produtos financeiros que ofereçam rendimentos acima da inflação, como os títulos públicos corrigidos pelo IPCA. Dessa forma, é possível contribuir para a redução da dívida pública e para o desenvolvimento econômico do país.
Em resumo,





