A boa governança das empresas é um tema cada vez mais relevante e discutido no mundo corporativo. Com a crescente preocupação com a transparência e ética nas organizações, os relatórios bem escritos são apenas um dos aspectos que garantem uma governança eficaz. No entanto, para alcançar um nível mais elevado de governança, é necessário ter coragem.
Mas o que significa ter coragem em relação à governança das empresas? Significa ter a ousadia de dizer não ao acionista quando uma decisão pode comprometer o longo prazo da empresa. Significa ter a força de resistir às pressões externas e tomar decisões baseadas no bem-estar da empresa e de todas as partes interessadas envolvidas.
Infelizmente, muitas empresas ainda enfrentam desafios quando se trata de implementar uma governança eficaz. A pressão dos acionistas e a busca por resultados de curto prazo muitas vezes levam a decisões que podem comprometer a sustentabilidade da empresa no futuro. Porém, é preciso ter coragem para enfrentar essas situações e tomar decisões que possam garantir o sucesso a longo prazo da organização.
Uma das principais características de uma boa governança é a transparência. E isso inclui ser transparente com os acionistas, mesmo quando a resposta não é a que eles desejam. Muitas vezes, os acionistas buscam apenas seus próprios interesses, sem levar em consideração o impacto que suas decisões podem ter no futuro da empresa. Nesses momentos, é fundamental ter coragem para dizer não e explicar os motivos que levam a essa decisão.
Além disso, a coragem também é necessária para lidar com conflitos internos. É comum que empresas enfrentem divergências entre os membros do conselho de administração ou entre a diretoria e os acionistas. Nesses momentos, é preciso ter a coragem de enfrentar esses conflitos e buscar soluções que sejam benéficas para a empresa como um todo. Uma governança eficaz não pode ser alcançada se houver desentendimentos e disputas internas que prejudiquem o processo decisório.
Outro aspecto importante da coragem na governança das empresas é a integridade. É preciso ter integridade para tomar decisões éticas, mesmo que isso signifique ir contra a maioria ou até mesmo os interesses dos acionistas. A integridade é fundamental para a construção de uma reputação sólida e confiança com todas as partes interessadas, desde os funcionários até os clientes e fornecedores.
Além disso, a coragem também é necessária para enfrentar desafios externos. Em um mercado cada vez mais competitivo, as empresas estão sujeitas a diversas pressões externas, como mudanças econômicas, políticas e sociais. Nesses momentos, é preciso ter a coragem de se adaptar e tomar decisões estratégicas que garantam a sustentabilidade da empresa.
Uma empresa que possui uma governança corajosa e eficaz é capaz de enfrentar esses desafios e se manter forte e competitiva no mercado. Isso porque a coragem permite que sejam tomadas decisões baseadas no longo prazo, que visam o crescimento sustentável da organização. Além disso, a coragem também é capaz de inspirar e motivar os colaboradores, criando um ambiente propício para a inovação e o crescimento.
Portanto, fica evidente que a boa governança das empresas é muito mais do que apenas relatórios bem escritos. É preciso ter coragem para enfrentar os desafios e tomar decisões que garantam a sustentabilidade e o sucesso da empresa a longo prazo. A coragem é o que diferencia uma governança eficaz de uma governança medíocre, e é isso que permitirá que as empresas prosperem no cenário atual. Seja cor





